Pouco menos de um mês após a eliminação da Seleção Brasileira nas oitavas de final da Copa do Mundo para a Noruega, o técnico Carlo Ancelotti concedeu a primeira entrevista à TV Globo e fez um balanço do ciclo à frente da equipe. O treinador italiano reconheceu a frustração pelo resultado, anunciou o início de um processo de renovação do elenco e definiu a conquista da Copa América de 2028 como o principal objetivo de curto prazo.
Ancelotti admitiu que o período após a derrota foi marcado por reflexão e tristeza. Segundo ele, o impacto de uma eliminação em Mundial é diferente daquele vivido no futebol de clubes, onde há menos tempo para lidar com a frustração.
“Não foi um período fácil, por causa da tristeza, da decepção da derrota. É uma derrota diferente, porque é uma derrota em uma Copa do Mundo. Você não tem tempo como em um clube de reagir, de recuperar. E a derrota fica dentro mais tempo”, afirmou.
De volta ao Rio de Janeiro na terça-feira (28), o treinador iniciou o planejamento do novo ciclo ao lado do departamento de seleções da CBF. O trabalho inclui o monitoramento de atletas para a convocação de setembro, quando o Brasil enfrentará Austrália e Índia em amistosos preparatórios.
Uma das principais mudanças será a renovação gradual do elenco. Ancelotti revelou que poucos jogadores acima dos 30 anos deverão permanecer com espaço na equipe e indicou que o ciclo de importantes nomes da última geração chegou ao fim.
“Acho que com essa Copa do Mundo termina uma geração de jogadores muito importantes. Começando por Neymar. Passando por Danilo, Casemiro, todos esses jogadores que na Copa do Mundo tinham mais de 30 anos”, declarou.
O treinador destacou que a prioridade agora é identificar jovens atletas capazes de assumir protagonismo já nos próximos anos, sem esperar apenas pelo Mundial de 2030.
“Vamos mapear os novos jogadores que possam entrar não digo na próxima Copa do Mundo de 2030, mas que possam já ser competitivos no primeiro objetivo, que é a Copa América de 2028”, explicou.
Apesar da renovação, Ancelotti ressaltou que a transição não será completa. Alguns atletas experientes seguirão no grupo para garantir continuidade ao trabalho. Entre eles, o zagueiro Marquinhos foi citado como uma das lideranças que devem permanecer.
“Não vou dizer que vou mudar todos os 26. Vamos manter alguns jogadores importantes, que podem seguir com a linha de trabalho, como o Marquinhos, para dizer um nome. Acho que é importante que fique para dar um sinal de continuidade ao trabalho. Mas a ideia é mudar, botar uma nova geração”, concluiu.
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