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Anvisa registra 5 novas canetas de semaglutida para tratar diabetes

Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

Por: Agência Brasil

29/07/2026 - 16:07 - Atualizada em: 29/07/2026 - 16:32

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o registro de cinco novos medicamentos injetáveis à base de semaglutida, indicados para adultos com diabetes tipo 2 que não apresentam controle adequado da doença. Esses produtos também são conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras” devido ao efeito de redução de peso.

Os registros foram concedidos aos medicamentos Owozy, Seemasun, Zempneo, Semavy e Orsema, produzidos por diferentes empresas farmacêuticas. O uso é indicado como complemento à dieta e à prática de exercícios, especialmente em casos em que a metformina não pode ser utilizada por contraindicação ou intolerância.

As autorizações constam nas resoluções nº 2.941/2026 e nº 2.942/2026, publicadas no Diário Oficial da União desta quarta-feira (29).

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Os novos medicamentos foram aprovados com base em comparação ao produto biológico Ozempic e utilizam semaglutida sintética, substância que imita a ação do hormônio GLP-1, responsável por estimular a produção de insulina e auxiliar no controle da saciedade.

Segundo a Anvisa, este é o maior número de registros já concedidos para medicamentos dessa classe, os chamados agonistas do receptor de GLP-1. O aumento nos pedidos está relacionado ao avanço, a partir de 2022, na produção de versões sintéticas do hormônio em laboratório. Atualmente, 68% das solicitações desse tipo envolvem medicamentos sintéticos.

A agência reforça que sua função é apenas autorizar o registro dos medicamentos, sem qualquer relação com a comercialização. O registro garante que os produtos atendam aos critérios de segurança, eficácia e qualidade antes de chegarem ao mercado.

A Anvisa também alerta para golpes na internet que utilizam indevidamente o nome da instituição para vender medicamentos. A recomendação é que casos suspeitos sejam denunciados pela plataforma Fala.BR.

Outro ponto destacado é que o medicamento experimental Retatrutida, da farmacêutica Eli Lilly, ainda não foi aprovado para uso em nenhum país e segue em fase de pesquisa. No Brasil, não há sequer pedido de registro do produto junto à Anvisa. Mesmo assim, a substância tem sido oferecida ilegalmente na internet, com apreensões já registradas em fronteiras.

A agência alerta que o uso de produtos de origem desconhecida pode representar riscos à saúde, especialmente quando comercializados de forma irregular.

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Agência Brasil

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