Camila Kons foi um dos grandes nomes da seleção de Santa Catarina na conquista do Campeonato Brasileiro de Poker por Equipes 2026, encerrado na quarta-feira (22), em São Paulo. Após o terceiro lugar na edição do ano passado, a jaraguaense teve papel decisivo na campanha que garantiu o segundo título ao Estado na história.
A competição reuniu 22 seleções estaduais. Santa Catarina foi a grande campeã, com 151 pontos, seguida por Goiás, com 142, e Minas Gerais, com 124, que completaram o pódio na segunda e terceira colocação, respectivamente.
O torneio foi disputado em dois dias. Na primeira etapa, os jogadores enfrentaram seis modalidades diferentes, com blinds (apostas obrigatórias feitas antes da distribuição das cartas) rápidos para tornar as partidas mais dinâmicas. Cada eliminação de adversário rendia um ponto para a equipe e os catarinenses terminaram o dia na liderança, com Camila vencendo uma das mesas.
A definição ficou para o segundo dia, quando a pontuação passou a valer em dobro, com stacks (quantidade de fichas) maiores e blinds mais longos. Durante a disputa, parte da equipe catarinense deixou a zona de pontuação, aumentando a pressão sobre Camila Kons e Rodrigo Garrido, que precisavam vencer suas respectivas mesas para manter Santa Catarina no topo.
Garrido confirmou sua vitória primeiro. Coube, então, à jaraguaense decidir o campeonato. Caso fosse derrotada, Santa Catarina perderia o título por apenas um ponto. Na mão decisiva, Camila completou uma sequência com A5, venceu o heads-up (confronto final entre dois jogadores) e garantiu a conquista estadual.
“Foi um dos heads-up mais nervosos da minha vida. O poker é um esporte individual e ali estávamos representando uma equipe e o Estado. Não era sobre dinheiro, mas sobre honra e a oportunidade de competir por Santa Catarina. A decisão caiu nas minhas mãos e fiquei muito nervosa, mas extremamente feliz quando consegui vencer e garantir o título”, afirmou.

Equipe catarinense no torneio | Foto: Bruno Zambon
História no poker
Camila Kons conheceu o poker de forma casual e rapidamente se apaixonou pelo esporte. O primeiro contato veio por influência do tio, que participava de torneios presenciais em Jaraguá do Sul. As transmissões na televisão também despertaram sua curiosidade, levando-a a estudar as regras por conta própria.
A modalidade passou a fazer parte de sua rotina em 2010, quando ainda cursava Engenharia Química na Universidade Regional de Blumenau (Furb). Durante uma etapa do Campeonato Brasileiro de Poker (BSOP), ela conquistou um resultado expressivo que mudou os rumos da carreira.
“Esse BSOP foi o ponto-chave para eu tomar uma decisão que já vinha adiando há algum tempo: trancar a faculdade”, relembrou.
Desde então, Camila consolidou sua carreira como jogadora profissional, com destaque para as competições online, acumulando resultados de expressão e se tornando uma das principais representantes do poker catarinense.