Os fundadores costumam ser a maior força de uma empresa familiar. Mas, em alguns momentos, eles também podem se tornar a principal fonte de desequilíbrio.
Quando centralizam todas as decisões, engolem disputas entre os filhos, evitam conversas difíceis, mudam critérios conforme seu humor do dia ou utilizam o poder como forma de controlar a família, o ambiente começa a ser “adoecedor”.
Os filhos imploram por aprovação do fundador, competindo com seus irmãos, os gestores não possuem autonomia e a empresa passa a funcionar em torno de decisões, muitas vezes, intempestivas de uma única pessoa.
Muitas vezes, o fundador acreditando estar protegendo o negócio, na prática, acaba impedindo que a família amadureça e que a empresa desenvolva estruturas capazes de sobreviver além da sua presença.
Ou seja, o problema não está na autoridade. Está na forma como ela está sendo exercida. Afinal, a liderança que constrói legado é aquela que prepara pessoas para caminhar sem depender dela.