O terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva caminha para registrar o maior volume de gastos com cartões corporativos da história da Presidência da República. Dados auditados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) apontam desembolso de R$ 55,4 milhões até o momento.
Atualmente, o maior valor corrigido pela inflação ainda pertence ao primeiro mandato do próprio Lula, que somou cerca de R$ 70 milhões. No entanto, com aproximadamente 20 meses restantes até o fim da atual gestão, a tendência é de que o número seja superado.
Além dos cartões corporativos, as despesas com diárias e passagens do Executivo já ultrapassam R$ 4,5 bilhões ao longo de três anos e meio. Parte desses custos está relacionada a viagens internacionais, hospedagens e manutenção da estrutura da Presidência.
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Os gastos têm gerado questionamentos, especialmente em relação a hospedagens em hotéis de alto padrão e despesas com comitivas. O governo afirma que os valores são necessários para atender exigências operacionais, de segurança e de representação institucional.
Também houve repercussão sobre compras de mobiliário para o Palácio da Alvorada. A administração justificou as aquisições como reposição de itens, embora posteriormente tenha sido constatado que parte dos móveis considerados ausentes estava armazenada em um depósito da própria Presidência.