A manchete que acabei de ler é instigante, mas tão velha quanto Adão e Eva no (inventado) paraíso. A manchete diz que – “Problema não é só o tempo de tela, mas o que os jovens consomem”. Telas significa celular, computadores. A questão é que todos os avisos e conselhos são dados aos jovens como se os idosos não estivessem na mesma canoa. Os jovens nasceram com as telas diante dos olhos, quase impossível evitá-las, elas se confundem com vícios. Ninguém me impede de consumir alguma droga, mas a minha educação, as minhas informações, as minhas atualizações podem. Hoje ninguém mais se pode defender dizendo que não sabia disto ou daquilo. Não sabia porque não quis saber ou sabia, mas deu de ombros? Sem essa de delicadezas diante de mentirosos. Os jovens, de certo modo os compreendemos, estão chegando ao mundo com sacanagens eletrônicas de todo tipo os esperando, mas e os titios e os vovôs, os idosos/velhos o que fazem com seus celulares? Será que só estudam, fazem pesquisas, querem viver mais e melhor ou são sonsos despistados? Fico com a segunda hipótese. Sempre foi assim, só que no passado não tínhamos como saber das safadezas do vovô. Os vovôs saiam à noite dizendo que iam jogar cartas com os amigos quando na verdade iam para cabarés, e as mulheres podiam também fazer parecido? Coitadas delas que se atrevessem a ter um “compromisso” à noite. O que há de gente idosa fazendo bandalheiras nas “telas” é caso de polícia ou psiquiátrico, mas os ingênuos ficam naquela do: – “Ah, meu pai não faria isso, meu avô também não…”. Ingênuos. Telas e jovens? Acabei de ler outra manchete, da Agência Einstein. Diz assim: – “Ciência mostra que presença do pai influencia saúde mental de crianças”. Essa influência passa por benefícios emocionais, sociais e cognitivos, mas… O que mais se vê? Pais “presentes”, quando presentes, mas omissos, nem aí para os filhos, sem falar que 52% das mães brasileiras são mães-solo. Não são viúvas, os ordinários dos maridos/pais deram no pé, como eles mais fazem sob desculpas canalhas. A orfandade de pais vivos é maldição para os jovens, mas… A culpa é das telas. Uma criança criada por um pai dedicado e presente nunca sairá dos trilhos da decência, porém… Pobres das crianças de hoje, por maioria…
DINHEIRO
Entre um cafezinho e outro, um amigo suspira fundo e me diz – “Prates, preciso ganhar mais, o que ganho é uma merreca”. Foi ouvir essa frase e voltei ao passado, lembrando do que dizem os estadunidenses quando falam de dinheiro, Eles dizem: To make money, isto é, “fazer dinheiro”. Perfeito. Temos que “fazer” os nossos recursos financeiros. Nós, brasileiros, dizemos ganhar dinheiro. A linguagem nos revela, desde os tempos das malditas caravelas que aqui chegaram.
SAÚDE
Sem saúde, o que vale a pena na vida? Todos os dias leio sobre alimentos que devemos consumir para ter uma boa ou melhor saúde. Sem discussões, mas… E quais os “alimentos” aconselhados para a saúde mental, que é a base da saúde corporal? O que a maioria dos “academicistas” faz é levantar pesos, tornear o corpo visando à beleza. E a beleza “interna”, saudável da cabeça, onde fica essa academia?
FALTA DIZER
Tenho dito às minhas amigas que não falem a ninguém, marido, pai, filhos, avô, em quem vão votar. Silêncio absoluto, o voto é secreto. Ademais, há muita prepotência e pressão de parte dos homens sobre o voto das mulheres. Elas têm o poder de melhorar a vida delas…