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Um passo adiante

Por: Luiz Carlos Prates

18/07/2026 - 07:07

Uma frase comum entre os da meia idade: – “Ah, sou muito jovem para me preocupar com isso”! Essa resposta é dada diante de alguma questão a envolver o futuro. Futuro é algo vago, impreciso, nada garantido, mas… Como não sabemos até que ponto vamos viver, é melhor pensar no futuro antes da velhice. Aliás, Eva dizia isso a Adão, dizia que – “Pessoas que permanecem altamente envolvidas em empreendimentos significativos vivem mais”. A velha história, temos que ter um “propósito” na vida, algo que nos motive além do dinheiro, algo que seja um alimento emocional sem data de expiração. A questão básica da vida é a felicidade, viver bem, sem grandes sobressaltos, contudo… As pessoas esquecem que a chave para a felicidade é viver fora de si mesmas, no melhor sentido. E o que é viver fora de nós mesmos? É entender que pensamentos não resolvem nossos problemas, pelo contrário, nos sobressaltam a ansiedade, os medos e as depressões. Quando saímos de nós mesmos em razão de uma boa causa, algo fora de nós, vamos nos aliviar e viver um pouco mais em paz. É a trilha da saúde mental, porque sem saúde mental é impossível ter boa saúde física. Muitas pessoas perdem tempo indo a igrejas, balbuciando inúteis orações, mas não mudam um centímetro em suas condutas erradas, a começar pelos pensamentos temerosos. Viver fora de nós não significa negligências pessoais, significa aliviar a cabeça de inúteis preocupações e entreter-se a pessoa com uma boa causa externa, o tal propósito de que precisamos. Ah, e bom não esquecer, muitas pessoas vão se dizer velhas, sem mais razões para esforços inúteis… Quem pensar assim estará com o pé no acelerador para o ponto final. Sem propósito, sem um pequeno entusiasmo que seja, seja pelo que for, deu pra bola. O jogo entra na prorrogação e pode acabar a qualquer momento. Cuidar de um jardim, cuidar de um bichinho, ajudar um vizinho, ligar para um amigo e dar-lhe força diante de uma dificuldade, o que for, faz bem para a vida e a justifica. Vidas vazias e nada são a mesma coisa.

SONHOS

Muitos vão pensar que eu bebi, sim, bebo sonhos como, por exemplo… Pensar que o “namoro” não deve acabar depois da celebração do casamento na igreja, esse namoro deve continuar ao longo da vida dos casais, dos pombinhos, no caso. Todos os dias uma pequena “conquista” diante dela ou dele. Não pode haver rotina de enfados num casamento, tem que haver pequenas gentilezas e novos pequenos encantos. Isso será “casamento”, dois em um e um permanente amor. Sim, mas aonde isso?

AÇÕES

Muitos contraventores da vida usam da desculpa fria do – “Agi sem pensar”. Mentem, tudo o que sai de nós, de bom e de ruim já estava dentro de nós há muito tempo. O único momento em que nos desligamos dos convencionais é quando somos surpreendidos ou atacados por algo que nos põe a vida em risco, um incêndio repentino, por exemplo. Nesses casos, somos arrastados pela intuição para a porta de saída mais viável, ou algo parecido. Tudo o mais na vida é pensado e calculado.

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FALTA DIZER

Quando ouvimos falar de determinada marca de produto aprovamos de imediato ou discordamos. Mesma coisa acontece conosco. Nosso nome é a nossa “marca”. Todos queremos ser aprovados, procurados, amados mesmos, mas… E estamos cuidando bem da “marca”? Quando alguém ouve nosso nome pisca os olhos ou esgarça o sorriso da aprovação? Mentiras não aumentam a circulação de nenhum produto…

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Luiz Carlos Prates

Jornalista e psicólogo, palestrante há mais de 30 anos. Opina sobre assuntos polêmicos.