O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a acusar a China de interferir nas eleições norte-americanas. Durante discurso nesta quinta-feira (16), ele afirmou que Pequim teria obtido de forma irregular dados de milhões de eleitores, classificando o episódio como uma grave ameaça à segurança eleitoral.
O governo chinês rejeitou as declarações. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, classificou as acusações como inventadas e pediu que os Estados Unidos parem de responsabilizar a China sem apresentar provas. A embaixada chinesa em Washington também negou qualquer envolvimento em eleições norte-americanas.
As declarações podem aumentar a tensão entre os dois países, que mantêm uma frágil trégua comercial após a disputa tarifária de 2025. Trump convidou o líder chinês, Xi Jinping, para uma visita a Washington em 24 de setembro, mas Pequim ainda não confirmou o encontro.
Uma avaliação da inteligência dos Estados Unidos, divulgada em 2021, não encontrou evidências de que a China ou outro país tenha alterado registros, cédulas, apurações ou resultados da eleição presidencial de 2020.