A classificação da Argentina para a final da Copa do Mundo pode ter reflexos que vão além das quatro linhas. Entre os possíveis prejudicados está o árbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio, que pode perder a oportunidade de apitar a decisão do torneio.
Após a vitória argentina sobre a Inglaterra, na quarta-feira (15), a tendência é que a Fifa evite escalar um árbitro brasileiro para a final marcada para domingo (19), nos Estados Unidos. O motivo é a histórica rivalidade entre Brasil e Argentina, fator que costuma ser levado em consideração pela entidade na definição das equipes de arbitragem.
Wilton Pereira Sampaio integra o grupo de 13 árbitros que permaneceram nos Estados Unidos para a reta decisiva da competição e figurava entre os candidatos à principal escala do Mundial. No entanto, com a presença da seleção argentina na decisão, as chances de comandar a final diminuíram significativamente.
Caso a expectativa se confirme, a Fifa pode designar o brasileiro para a disputa do terceiro lugar, preservando a imparcialidade percebida na partida que definirá o campeão da Copa do Mundo.
Até o momento, o brasileiro apitou três partidas no Mundial: a abertura, entre México e África do Sul, marcada pela expulsão de três jogadores, além dos confrontos entre Noruega e Senegal, pela fase de grupos, e Holanda e Marrocos, pelos 16 avos de final.
Entre os árbitros ainda na disputa pela final também estão o norte-americano Ismail Elfath, escalado para a semifinal entre Argentina e Inglaterra, e o salvadorenho Iván Barton, responsável pelo duelo entre Espanha e França.
Os outros dois representantes brasileiros na arbitragem do Mundial, Raphael Claus e Ramon Abatti Abel, já encerraram sua participação e retornaram ao Brasil.
A última vez que um brasileiro apitou a final do Mundial foi em 1986, quando Romualdo Arppi Filho comandou o duelo entre Argentina e Alemanha. Antes dele, Arnaldo Cezar Coelho apitou a decisão de 1982, vencida pela Itália diante da Alemanha Ocidental.
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