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O jogo da vida

Por: Luiz Carlos Prates

15/07/2026 - 07:07

Sem nos darmos conta, estamos permanentemente num jogo, numa disputa: o jogo da vida. Durante a Copa do Mundo vimos vitórias, derrotas e empates em muitos jogos. A mesma coisa nos acontece no jogo da nossa vida, vivemos ganhando, perdendo ou, frequentemente, empatando, isto é, não saindo do lugar. Será que alguém nasceu só para “empates” na vida? Qual é a graça do empate, do ficar na mesma? Muitos de nós vivemos nos empates em nossa vida, não nos damos conta de que a vitória depende de nós. Mas é bom não esquecer que, a exemplo do futebol, frequentemente culpamos o “árbitro” pelos nossos empates ou derrotas. No jogo da vida, em razão das estratificações sociais, somos colocados numa determinada classe, num determinado grupo: pobre, rico, classe média, instruído, analfabeto, honesto, desonesto e por aí vai… Sempre estaremos num desses carimbos, mas… A exemplo do futebol, se entrarmos no campo do jogo da vida pensando que não temos chances, que vencer será um acidente, que ninguém nos ajuda, que nunca tivemos sorte, e blábláblá, um embuste atrás do outro, melhor é nem sair da cama pela manhã: a derrota nos espera. Será, por exemplo, que casamento é uma loteria? Será que alguém casa de modo errado porque não tinha chances de casar bem ou melhor? Facílimo transferir responsabilidades. O sujeito chega lá adiante na vida, chega à velhice, e não tem um tostão na poupança. É uma derrota preocupante e que gera dependências, mas… De quem é a culpa por essa derrota? Nossa, ora, bolas! Vale para a saúde, uma saúde que foi desdenhada, descuidada, uma vida de excessos de toda sorte… De quem é a culpa por essa derrota das pessoas? Delas mesmas. Já disse, a exemplo do futebol, nossas vidas são uma Copa do Mundo, depende de nós as vitórias, as derrotas e os empates, mas… A ninguém foi dada a proibição de “virar o jogo”, de reagirmos e mudar o encaminhamento do placar na nossa vida. E tudo começa pela cabeça, pelo nosso modo de ver a vida. O “vestiário” da nossa equipe na vida está em nossa cabeça, nos pensamentos. E aí, vamos virar o jogo? O segundo tempo que nos espere, vamos…

TORCIDA

Estava com rádio ligado quando terminava um jogo em Florianópolis. E um dos jogadores do time vencedor dizia que o apoio da torcida foi muito importante para a vitória. E quando a vitória é fora de casa, sem torcida? Os treteiros têm que parar com essa desculpa fria de jogar à torcida a responsabilidade do time dentro do campo. Quem vence, vence por si e não pela torcida, de outro jeito todos os jogos fora de casa seriam derrotas. Parem de dizer bobagens, levianos da bola quadrada…

SEGURANÇA

Segurança é uma palavra enigmática em nosso cotidiano. Quem vive na segurança? Acabei de ler uma reportagem, jornal catarinense, cujo título é: – “Treinamento contra acidentes”. Acidentes na construção civil. Ocorre que os caras que trabalham nessa área costumam ser treinados para evitar acidentes, ganham luvas, botas, cintas especiais e capacetes, por exemplo, mas… Muitos irresponsáveis não fazem uso do capacete. Caem, se arrebentam e querem indenizações. Nada disso, assumam o desleixo…

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FALTA DIZER

Palermas vociferam contra livros de autoajuda. E esses “intelectuais” se esquecem de que toda leitura nos ajuda de algum modo? Qualquer leitura nos faz crescer, a começar por uma distração, que é um alívio emocional. Todas as leituras têm um degrau acima para nos elevar. Vão se olhar no espelho, intelectuais de araque!

 

 

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Luiz Carlos Prates

Jornalista e psicólogo, palestrante há mais de 30 anos. Opina sobre assuntos polêmicos.