O governador Jorginho Mello teria chances de ser reeleito já no 1º turno. A afirmação é sustentada pela pesquisa IPC, contratada pela Associação Catarinense de Jornais (ACJ), e publicada nesta quarta-feira. Levando em conta que são necessários 50% mais 1 dos votos válidos, a vitória estaria assegurada pelo levantamento estimulado – quando são apresentados os concorrentes – onde o candidato do PL lidera com 53,3%, contra 26,2% de João Rodrigues (PSD). Gelson Merisio (PSB) tem 8,6%; os demais não chegam a 2% e 4,9% não sabem em quem votar. Já na espontânea – quando não aparecem os nomes – Jorginho tem 42,7% contra 18,5% de João Rodrigues e 29% não sabem em quem votar. Os demais não chegam a 3%. O mesmo levantamento, feito de forma presencial, com 1.050 mil entrevistados, em todas as regiões, com margem de erro de 3% para cima e para baixo, e nível de confiança de 95%, sob o registro SC-09951/2026, mostra que 44,8% estão totalmente decididos e 42,2% admitem trocar de votos.
Independentes
A pesquisa IPC surpreende quando levanta a posição política dos entrevistados. Num estado dito conservador de direita, 36,4% se dizem “independentes”, contra 31% de “direita”, 13% de “extrema direita”, 14% de “esquerda” e 5,5% de “extrema esquerda”.
Ativos
Dos 1.050 entrevistados pelo IPC, 65% estão entre a população economicamente ativa e 35% inativos. A amostragem confirma a posição socioeconômica da maioria dos catarinenses, que têm emprego. Desses, 49% recebem até cinco salários mínimos; e 29%, mais de 5,5 salários mínimos. Do total, 21,3% ganham menos de 2 mínimos
Sexo
As mulheres formam a maioria dos entrevistados na pesquisa IPC (52,2%). Os homens são 47,8%. Do total, 39,2% têm ensino fundamental completo ou médio incompleto; 36% têm médio completo ou superior incompleto e 24,8% têm superior completo ou mais.
Rejeição
Quando a pergunta é: “Em quem você não votaria de jeito nenhum?”, chama a atenção que a maioria, 23%, não rejeitam os candidatos. Entre os que não agradam os eleitores, Jorginho Mello aparece com 16,7%, seguido por Gelson Merisio (PSB), com 14,3%; Ralf Zimer (PRD), com 8,3%; João Rodrigues (PSD), 6,6%; Marcelo Brigadeiro (Missão), 6,4% e Lais Chaud (UP), 4,3%.