As lideranças políticas gostam de apresentar SC como exemplo de gestão, eficiência e desenvolvimento. Mas há um retrato bem menos lisonjeiro que insiste em se repetir: o da suspeita de corrupção na administração pública. Nesta semana, duas grandes operações do MPSC escancararam, mais uma vez, supostos esquemas de fraudes em licitações, pagamento de propinas, lavagem de dinheiro e organizações criminosas infiltradas no poder público. Não são casos isolados. Basta lembrar da Operação Mensageiro, que levou prefeitos à prisão. Agora, surgem novos escândalos, em diferentes regiões. O estado que ostenta indicadores econômicos invejáveis precisa, com a mesma intensidade, construir uma cultura de integridade na gestão pública. Afinal, desenvolvimento não se mede apenas pelo PIB, mas também pela ética de quem cuida do dinheiro do cidadão.
Capilaridade
As duas ações realizadas esta semana pelo Gaeco e do Geaf, braços de investigação dos órgãos de controle em Santa Catarina, apuram irregularidades administrativas em nada menos do que 25 municípios do estado. A imagem que passa é de que os “maus feitos” se repetem de prefeitura em prefeitura.
Descontrole
O governador Jorginho Mello perdeu toda a razão ao xingar uma mulher, indígena, durante a visita à barragem de José Boiteux nesta quarta-feira. Mesmo que a crítica tenha sido fora de hora, não cabe este tipo de comportamento de quem recebeu votos para comandar Santa Catarina. Respeito acima de tudo.
Combustível
Além da grosseria desnecessária, Jorginho Mello ofereceu combustível de campanha para seus opositores. As redes sociais estão repletas de vídeos com a fala fora de tom. Mas o governador mostra não se importar e segue cruzando o estado com o salto alto de quem parece já se considerar vitorioso nas eleições.
Lide SC

Foto: Divulgação/PSD
O ex-prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), falou no encontro do Lide SC em Criciúma, nesta quinta-feira. Diante de empresários de muitos segmentos, palestrou sobre eficiência na gestão pública: “O tempo em um mandato passa rápido e uma obra pública demora. Se você for deixar para os momentos finais, não executa”, resumiu.