A eliminação de Brasil e Portugal na Copa do Mundo de 2026 marcou o fim de uma era no futebol. Neymar e Cristiano Ronaldo, dois dos maiores jogadores de suas gerações, se despediram dos Mundiais sem conquistar o principal título do esporte. Ambos já haviam confirmado que esta seria a última participação em uma Copa do Mundo.
- Vídeo: Cristiano Ronaldo iguala recorde negativo e chora em despedida da Copa
- Brasil perde chances, é eliminado pela Noruega nas oitavas e dá adeus à Copa
Com isso, os dois passam a integrar uma seleta lista de craques que marcaram época, colecionaram títulos e recordes por clubes e seleções, mas encerraram suas trajetórias sem levantar o troféu mais cobiçado do futebol. Veja os outros oito craques da lista elaborada pelo portal ge.
Puskas
Ferenc Puskás, considerado o maior jogador da história da Hungria. Vice-campeão em 1954, ele esteve muito próximo do título com a lendária seleção húngara, mas acabou derrotado pela Alemanha Ocidental na final. Anos depois, já naturalizado espanhol, disputou a Copa de 1962, sem entrar em campo.
Lev Yashin
Outro ícone é Lev Yashin, apontado pela Fifa como o maior goleiro do século XX. Conhecido como “Aranha Negra”, o soviético participou de quatro Copas do Mundo e teve como melhor resultado o quarto lugar em 1966, sem conseguir levar a União Soviética à decisão.
Di Stéfano
Alfredo Di Stéfano também figura entre os maiores jogadores sem um Mundial. Embora tenha defendido Argentina, Colômbia e Espanha ao longo da carreira, o ídolo do Real Madrid nunca disputou uma partida de Copa. Circunstâncias políticas, eliminações nas Eliminatórias e problemas físicos impediram sua presença em campo no principal torneio do futebol.
Eusébio
Antes de Cristiano Ronaldo, Eusébio era considerado o maior nome da história de Portugal. Artilheiro da Copa de 1966, com nove gols, conduziu a seleção ao terceiro lugar, mas nunca voltou a disputar um Mundial, já que os portugueses ficaram duas décadas sem se classificar.
Cruyff
A Holanda também tem um representante ilustre. Johan Cruyff liderou a revolucionária “Laranja Mecânica” na Copa de 1974, encantando o mundo com o chamado “futebol total”. Apesar do brilho, viu a equipe ser derrotada pela Alemanha na decisão. Quatro anos depois, optou por não disputar a Copa da Argentina, em que os holandeses voltaram a ser vice-campeões.
Zico
Pelo Brasil, o maior símbolo dessa lista é Zico. Maestro da histórica seleção de 1982, considerada uma das melhores equipes que não conquistaram o Mundial, o ex-camisa 10 disputou três Copas. A eliminação para a Itália de Paolo Rossi, na Espanha, e o pênalti desperdiçado diante da França, em 1986, marcaram sua trajetória na competição.
Platini
Companheiro de geração de Zico, Michel Platini também ficou perto da conquista. O francês disputou três Copas do Mundo e levou a França às semifinais em 1982 e 1986, mas acabou eliminada pela Alemanha nas duas ocasiões.
Roberto Baggio
Fechando a lista está Roberto Baggio, um dos maiores talentos da história do futebol italiano. O camisa 10 ficou eternizado pelo pênalti desperdiçado na final da Copa de 1994, lance que garantiu o tetracampeonato ao Brasil. Curiosamente, suas três despedidas em Mundiais aconteceram em disputas por pênaltis.