A vida que vemos por aí, a vida dos outros, não é o que pensamos ou imaginamos. Pensar, por exemplo, que um sujeito muito rico é feliz é não entender o que é felicidade. Todos nós somos “atores”, atores da peça da nossa vida. Fazemos encenações, mentimos aos outros e não nos damos conta de que as piores mentiras são as que contamos a nós mesmos, vivendo-as. O que é que, comumente, nos faz sofrer e ao mesmo tempo crescer, dependendo de como reagimos? O que nos faz crescer, dependendo de como reagimos aos nossos sufocos na vida, é a consciência de uma inferioridade. Sinto-me inferior e perco o entusiasmo. Ah, é? Espere um pouco, inferior no que e por quê? Nossas inferioridades são, em muitos momentos, meramente comparações mal feitas diante de outras pessoas ou resultado de nossas preguiças. Se sei que posso ser, por que não ser? Por indolência existencial? Por medo de que a coisa dê certo? Os medos são nossos básicos entraves na vida. Quantas e quantas mulheres sabem que estão num casamento errado, mas não vão embora? Ficam esperando pelo “inatingível” milagre de que o sujeito mude de caráter. Muitas das nossas angústias na vida se alicerçam nas nossas fraquezas, ainda que a cabeça nos mande mensagens ótimas para mudanças. Sentimentos de inferioridade incomodam, nos rebaixam, mas… Não sejamos crianças, todos temos um potencial formidável para alguma coisa, mas é também aquela coisa… Nunca tive talento musical e quero ser pianista na Broadway… Ah, num caso desses, vai te coçar numa tuna! Sim, mas e os demais potenciais, as nossas outras possibilidades, maior parte delas adormecida pelas nossas preguiças? Semeamos e colhemos. Há um sujeito no Rio de Janeiro que ano após ano ele é lembrado e celebrado, é considerado o melhor gari da cidade. O sujeito é um “lixeiro” para muitos, mas… Ele é soberbo com ele mesmo, não dá bola para o que eventualmente alguém lhe pode dizer, faz o que faz, gosta do que faz, afinal, ele não é obrigado a fazer o que faz e, seguramente, é feliz. E quantos dos nossos amigos (ou nós mesmos) metidos a graúdos, diploma na parede e vidinha de frustrados? Então, estamos combinados, vamos transformar nossos limões/inferioridades em saborosas limonadas, gemendo é que não vamos conseguir nada na vida.
DIREÇÃO
Quando nascemos, nosso anjo da guarda nos dá uma direção, um guidom, igual ao de um automóvel. E o que significa esse guidom? Podemos nos dirigir para onde bem entendamos, o trânsito nós conhecemos, mas… Mais das vezes, entregamos nossa direção a alguém e vamos para o banco do carona. E quem vive no banco do carona na vida não irá longe, não irá feliz nem sairá da dependência. Vida, me dá aqui esse guidom!
LIBERDADE
Liberdade é o nosso Grito do Ipiranga na vida, porém… A liberdade nos dá o direito de escolhas ao mesmo tempo em que temos que abandonar outras possíveis escolhas. Liberdade não significa poder ter tudo, sempre vamos ter que fazer escolhas. Os prepotentes, por exemplo, acham que podem “ter” uma mulher e junto a isso fazer por ela todas as escolhas ou liberdades dela. Cuidado, amigas… Já pra fora!
FALTA DIZER
Desde o primeiro jogo do Brasil na Copa eu disse que o que nos faltava em campo era caráter e coletivismo. A eliminação brasileira não foi por falta de competência para ganhar, foi por individualismo em excesso num esporte coletivo. Vale para a outra Copa que vem aí, as eleições…