No dia 7 de julho, Corupá celebra 129 anos de fundação. Conhecida atualmente como a Capital Catarinense da Banana, a cidade carrega uma trajetória construída pela imigração europeia, pelo desenvolvimento impulsionado pela ferrovia e pela preservação de uma forte identidade cultural.
Apesar de a fundação oficial ter sido em 1897, a história da região começou muito antes, quando antigos caminhos indígenas cruzavam o território que hoje abriga o município.
Das trilhas indígenas ao nascimento de Hansa Humboldt

Foto: Arquivo Histórico
Os primeiros registros históricos da região remontam a 1541, quando a expedição de Don Álvar Núñez Cabeza de Vaca percorreu o Caminho do Peabiru, uma antiga trilha indígena que ligava o Oceano Atlântico aos Andes. O trajeto passava pelo Vale do Rio Itapocu e pela área onde hoje está localizada Corupá.
Séculos depois, a colonização foi organizada pela Companhia Hanseática de Colonização, que adquiriu, em 1895, uma extensa área de terras no Alto Vale do Rio Itapocu para receber imigrantes europeus.
A localidade recebeu inicialmente o nome de Hansa Humboldt, em homenagem ao naturalista alemão Alexandre von Humboldt. A data de fundação do município, 7 de julho de 1897, marca a chegada dos primeiros colonizadores alemães, Otto Hillbrecht, seu filho e Wilhelm Ehrhardt, que desembarcaram em São Francisco do Sul e seguiram até a nova colônia pelo Rio Itapocu, então único acesso à região.
Ferrovia impulsionou o desenvolvimento

Foto: Arquivo Histórico
Nos primeiros anos do século XX, Hansa Humboldt cresceu com a chegada de novos imigrantes, a construção das primeiras igrejas, hotéis e estabelecimentos comerciais.
Um dos principais marcos desse desenvolvimento aconteceu em 1910, quando o primeiro trem chegou à cidade vindo de São Francisco do Sul. A estrada de ferro impulsionou o comércio, aproximou comunidades e teve papel fundamental no crescimento econômico e social do município.
Ao longo dos anos, também surgiram importantes iniciativas locais, como o Orquidário Catarinense, fundado em 1906, além da instalação dos primeiros serviços de energia elétrica, telefonia e do Jornal de Hansa.
Até hoje, os trilhos e construções históricas ligados à ferrovia despertam o interesse de visitantes e apaixonados pela história ferroviária.
Um município que preserva suas raízes

Foto: Arquivo Histórico
Em 1944, Hansa Humboldt passou oficialmente a se chamar Corupá, nome de origem tupi-guarani que significa “caminho de pedras”, referência às características geográficas da região e às antigas trilhas indígenas.
A emancipação político-administrativa ocorreu em 21 de junho de 1958, com a instalação oficial do município em 25 de julho do mesmo ano.
Atualmente, Corupá é reconhecida como a Capital Catarinense da Banana, sendo um dos maiores produtores da fruta no estado. A banana tornou-se um dos principais símbolos da economia e da identidade local.
A influência da colonização alemã continua presente na arquitetura, na gastronomia, nas tradições e na cultura da cidade, preservando um legado construído ao longo de mais de um século.