Um dos grandes destaques da Copa do Mundo, o goleiro Vozinha encerrou sua participação no torneio com a eliminação de Cabo Verde diante da Argentina, em um confronto decidido na prorrogação.
Livre no mercado após a competição, o experiente arqueiro de 40 anos afirmou que ainda não recebeu propostas concretas, mas admitiu que atuar no futebol brasileiro seria uma possibilidade atraente para a sequência da carreira.
Em entrevista à CazéTV, o camisa 1 destacou que seu foco esteve totalmente voltado para a seleção cabo-verdiana durante a disputa do Mundial e afirmou que analisará com calma os próximos passos da carreira.
“O meu foco era a Copa do Mundo e a seleção. Tem havido rumores, mas nada de concreto. Estou aberto a tudo. Jogar no Brasil seria muito bom depois de todo o carinho que tenho recebido do povo brasileiro. Vamos ver. Se isso acontecer, será muito bom, mas eu sou jogador profissional e onde aparecer melhores condições, eu estou aberto a tudo”, afirmou.
Em sua primeira participação em uma Copa do Mundo, Cabo Verde surpreendeu ao não sofrer derrotas no tempo regulamentar durante a campanha. Para Vozinha, o desempenho da equipe pode representar um marco para o desenvolvimento do futebol no país, desde que haja investimentos para fortalecer a modalidade.
“Todos lutam pelos seus sonhos, nunca desistem. Somos um país muito pequeno, um país pobre e sem muitas condições, mas somos um povo resiliente. Nossos pais e avós fazem uma luta diária para nos educar e nos dar refeições. Mesmo nas dificuldades, conseguimos chegar em grandes clubes e campeonatos”, destacou.
Além da repercussão internacional por sua atuação diante da Argentina, Vozinha viu sua popularidade crescer nas redes sociais, onde já soma mais de 23 milhões de seguidores no Instagram. O goleiro espera que a visibilidade conquistada pela seleção também beneficie seus companheiros de equipe, abrindo portas para oportunidades em clubes de maior expressão.
“As pessoas podem fazer melhor por Cabo Verde vendo o futebol como algo grande, que consigam investir e criar condições para os mais novos trabalharem. Quem sabe chegar aos níveis que almejamos. Eu gostaria que meus colegas dessem um salto alto e jogassem nas grandes ligas”, concluiu.