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ONU alerta para fortalecimento do El Niño e prevê aumento das temperaturas globais

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Por: Elisângela Pezzutti

03/07/2026 - 11:07

A Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência especializada da Organização das Nações Unidas (ONU), atualizou nesta sexta-feira (3) sua projeção sobre o fenômeno El Niño. Segundo o órgão, aumentaram as evidências de que o evento ganhará força nos próximos meses, o que deve contribuir para a elevação das temperaturas médias do planeta.

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico nas regiões central e leste da faixa equatorial. Em geral, o fenômeno permanece ativo entre nove e doze meses e costuma influenciar o clima global, favorecendo o aumento das temperaturas e a ocorrência de eventos climáticos extremos.

De acordo com o cientista da OMM, Álvaro Silva, as condições típicas do El Niño já foram observadas no Pacífico Equatorial. Ele destacou que os principais modelos meteorológicos convergem para a expectativa de um episódio de forte intensidade.

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Silva explicou que a força do fenômeno é um fator determinante, pois quanto mais intenso for o El Niño, maiores são as chances de ocorrência de secas, enchentes, ondas de calor e outros eventos climáticos severos em diferentes regiões do mundo.

No começo de junho, a OMM trabalhava com a possibilidade de um El Niño de intensidade moderada a forte. No entanto, análises mais recentes reforçaram a confiança dos especialistas de que o fenômeno está evoluindo para uma fase mais intensa. O organismo internacional também informou que poderá revisar novamente sua previsão caso novos dados indiquem um evento ainda mais forte.

As projeções sazonais apontam para um padrão climático típico de um El Niño intenso. Entre os impactos esperados estão chuvas abaixo da média em áreas da América Central, do Caribe, além de partes da América do Norte e da América do Sul. Também são previstas condições mais secas em regiões do sul da Ásia durante o período das monções, assim como em áreas da Indonésia e do Sudeste Asiático.

Segundo Álvaro Silva, o fenômeno também tende a impulsionar as temperaturas globais. Historicamente, anos marcados pelo El Niño costumam registrar recordes de calor em escala mundial.

Na Europa, uma intensa onda de calor entre os dias 20 e 28 de junho foi considerada a mais severa já registrada no continente. O episódio provocou impactos na geração de energia, danos à infraestrutura e aumento da pressão sobre os sistemas de saúde. Especialistas atribuem esse evento extremo às mudanças climáticas.

Os efeitos do atual El Niño deverão ser percebidos em diferentes partes do planeta até o fim deste ano e podem continuar influenciando o clima global ao longo de 2027.

 

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Elisângela Pezzutti

Graduada em Comunicação Social pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Atua na área jornalística há mais de 25 anos, com experiência em reportagem, assessoria de imprensa e edição de textos.