Existe uma pergunta que poucos empresários gostam de fazer a si mesmos: se eu não estivesse mais aqui amanhã, meus filhos conseguiriam administrar esta empresa juntos?
A maioria responde imediatamente que sim. Afinal, eles cresceram juntos, possuem uma boa relação e compartilham os mesmos valores.
Mas, a realidade das empresas familiares mostra que o problema raramente está na falta de afeto. O problema surge quando entram em cena questões que nunca precisaram ser enfrentadas enquanto o fundador estava no comando.
Quem toma as decisões mais importantes? Quem participa da gestão? Quem recebe dividendos? Quem trabalha na empresa e quem apenas integra o quadro societário? O que acontece quando um herdeiro deseja vender sua participação?
Essas perguntas costumam permanecer adormecidas até a empresa deixar de ser apenas uma extensão da família e passar a ser uma sociedade empresarial, quando o afeto familiar passa a exigir regras bem claras… de gestão.