O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Procuradoria-Geral da República volte a se manifestar sobre a apreensão de uma pistola Glock, calibre 9 milímetros, registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A nova manifestação foi solicitada após a Polícia Civil do Distrito Federal concluir o relatório do inquérito e pedir o indiciamento apenas do segurança de Bolsonaro, o segundo-sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho. Segundo o relatório, o ex-presidente não cometeu crime ao manter em casa uma arma devidamente registrada.
A defesa de Bolsonaro já havia informado ao STF que a arma pertence ao ex-presidente, está regularizada e não havia determinação judicial para apreensão ou entrega do armamento. O segurança afirmou à polícia que levou a pistola para reparo após ela apresentar problema.
Na semana passada, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, também havia afirmado que, naquele momento, o caso não indicava falta disciplinar ou descumprimento das condições impostas a Bolsonaro. Agora, Moraes deu prazo de 48 horas para nova manifestação da PGR e da defesa do ex-presidente.