As pausas obrigatórias para hidratação implantadas pela Fifa nesta Copa do Mundo têm dividido opiniões. Criticadas por torcedores, que reclamam da quebra no ritmo das partidas, as interrupções também abriram uma oportunidade milionária para o mercado publicitário. E poucos estão aproveitando isso tão bem quanto David Beckham.
Com a parada no meio de cada tempo, as emissoras ganharam novos espaços para inserções comerciais, transformando os tradicionais dois tempos de jogo em quatro blocos de transmissão. Nos Estados Unidos, onde a competição movimenta cifras recordes em publicidade, o ex-jogador inglês se tornou um dos grandes protagonistas desse novo cenário.
Garoto-propaganda de diversas empresas, Beckham aparece em campanhas de pelo menos oito marcas durante as pausas para hidratação. Segundo estimativas, as ações publicitárias devem render ao ex-atleta cerca de US$ 25 milhões (aproximadamente R$ 129 milhões) apenas neste período da Copa do Mundo.
O sucesso comercial reflete uma trajetória construída muito além dos gramados. Beckham é considerado um dos ex-jogadores mais bem-sucedidos do mundo dos negócios, com investimentos em diferentes segmentos, incluindo moda, bebidas, produtos esportivos e entretenimento.
Entre seus principais ativos está o Inter Miami, clube da Major League Soccer (MLS) do qual é sócio e que ganhou projeção mundial após a chegada de Lionel Messi.
No início deste ano, a revista Forbes apontou que Beckham ultrapassou a marca de 1 bilhão de libras em patrimônio líquido. A fortuna do inglês é estimada em 1,185 bilhão de libras, o equivalente a cerca de R$ 8,15 bilhões na cotação atual.
Grande parte desse patrimônio é impulsionada por contratos publicitários de longa duração. Um dos exemplos mais conhecidos é a parceria vitalícia com a Adidas, iniciada ainda durante sua carreira como jogador.
Dentro de campo, Beckham marcou época vestindo a camisa do Manchester United, onde conquistou seis títulos da Premier League e uma Liga dos Campeões da Europa. Depois, integrou a primeira geração dos chamados “Galácticos” do Real Madrid antes de encerrar a carreira no LA Galaxy, dos Estados Unidos, país onde consolidou sua imagem como ícone esportivo e empresarial.
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