O servidor público municipal Vinícius Casanova de Oliveira, apontado como suposta vítima na representação por quebra de decoro que resultou na abertura de uma Comissão Processante contra o prefeito de Schroeder, Jair Bridaroli, encaminhou uma carta à Câmara de Vereadores afirmando que não se sentiu ofendido, humilhado ou constrangido durante o episódio citado na denúncia.
Na manifestação, Vinícius relata que estava presente no episódio ocorrido em 24 de junho, no Setor de Compras e Licitações da Prefeitura. Segundo ele, houve elevação do tom de voz durante uma cobrança relacionada ao andamento de obras e processos administrativos, porém sua percepção foi de que se tratava de uma cobrança inerente à atividade desempenhada pelo setor, e não de uma agressão moral ou pessoal. O servidor afirma ainda que não reconhece a condição de “vítima direta” atribuída a ele na representação e informa que não foi consultado previamente sobre a utilização de seu nome no documento protocolado na Câmara.
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Na carta, Vinícius Casanova de Oliveira afirma que sua honra, dignidade ou atuação profissional não foram desrespeitadas | Foto: Divulgação
O diretor de Recursos Materiais também destaca que atua há aproximadamente dez anos na área de licitações e contratações públicas e afirma que cobranças mais enérgicas fazem parte da rotina administrativa. Conforme a carta, ele não considera que sua honra, dignidade ou atuação profissional tenham sido desrespeitadas durante o episódio.
No documento, o servidor ressalta que sua manifestação não busca emitir juízo sobre o mérito da representação, mas apenas registrar sua percepção sobre os fatos. Ele também coloca-se à disposição da Comissão Processante para prestar esclarecimentos, caso seja convocado. A Comissão foi instaurada pela Câmara para apurar a denúncia apresentada contra o prefeito Jair Bridaroli.
A reportagem entrou em contato com o denunciante, que informou que pretende se manifestar somente após contratar um advogado.