Informações da Revista Oeste apontam que a manhã desta quinta-feira, 25, foi marcada por uma grande ação policial em São Paulo para desarticular uma rede criminosa que atuaria na empresa de ônibus Transunião.
Entre os investigados estão o vereador Senival Moura (PT-SP) e o presidente da companhia, Lourival de França Monário, que foi preso. Segundo a publicação, Moura é apontado como uma das figuras centrais em um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Batizada de Operação Última Parada, a ação mobilizou cerca de 350 policiais do Deic e promotores do Gaeco. Foram cumpridos cinco mandados de prisão e 104 de busca e apreensão em diferentes pontos do Estado, no litoral e em Minas Gerais.
Bloqueio de bens pode chegar a R$ 30 bilhões
A Justiça autorizou o bloqueio de valores em contas, com limite de até R$ 194,4 milhões por conta. A medida atingiu cerca de cem pessoas físicas e 50 jurídicas. O total sob risco de bloqueio pode alcançar R$ 30 bilhões.
Além do dinheiro, o bloqueio inclui 117 veículos, 21 imóveis e três embarcações relacionados ao grupo investigado. As apurações indicam que a Transunião teria sido usada como base para operações ilegais e lavagem de dinheiro por meio de uma rede de empresas.
Medidas da operação
Entre as medidas adotadas estão a intervenção na Transunião e a suspensão das atividades de companhias envolvidas no esquema. A operação segue em andamento para apurar o envolvimento de outros suspeitos e a real dimensão das fraudes.