A Prefeitura de Criciúma abre nesta quinta-feira, dia 25, a Consulta Pública do projeto de Parceria Público-Privada, a PPP de Cidade Inteligente. A proposta reúne soluções de tecnologia, conectividade, eficiência energética e automação urbana para modernizar serviços públicos e melhorar a gestão da cidade.
Todo o material está disponível no site ppp.criciuma.sc.gov.br. As contribuições poderão ser encaminhadas pelo e-mail [email protected]. A Consulta Pública permanecerá aberta até o dia 24 de julho de 2026.
Durante esse período, moradores, entidades, empresas, universidades e demais interessados poderão acessar os estudos técnicos, conhecer a proposta e encaminhar dúvidas, sugestões e contribuições.
Estruturado com apoio técnico do Instituto de Planejamento e Gestão de Cidades (IPGC), o projeto prevê uma concessão administrativa com prazo estimado de 25 anos.
A proposta contempla a modernização, operação e manutenção da iluminação pública; implantação de infraestrutura de telecomunicações; rede de fibra ótica; wi-fi gratuito em pontos públicos; usina fotovoltaica; videomonitoramento urbano; cercamento digital; terminais de emergência; estações meteorológicas; radar meteorológico; central semafórica; semáforos inteligentes; e integração dos serviços no Centro de Controle e Operação (CCO).
Para o prefeito Vagner Espindola, a Consulta Pública é uma etapa fundamental para apresentar os estudos com transparência e permitir que a população participe da construção do projeto. “Criciúma tem buscado soluções que melhorem a vida das pessoas e preparem a cidade para os próximos anos. A Consulta Pública é o momento de apresentar os estudos, ouvir a comunidade e permitir que a população contribua com a proposta. Trabalhamos por uma cidade cada vez mais eficiente, mais conectada e mais preparada para responder às necessidades do cidadão”, destaca o prefeito.
Entenda os benefícios para Criciúma
Um dos pontos previstos no projeto é a modernização de toda a iluminação pública em LED e monitoramento em tempo real pelo CCO. Na prática, quando uma luminária apresentar falha, o sistema deverá enviar a informação à central, permitindo uma resposta mais rápida e reduzindo a dependência de reclamações da comunidade para identificar o problema.
O projeto também contempla energia solar. A proposta prevê uma nova usina fotovoltaica e a integração da manutenção da usina já existente. Juntas, elas devem produzir mais de 5,6 milhões de kWh por ano, energia suficiente, conforme os estudos, para atender 100% dos prédios públicos municipais.
A PPP também prevê a implantação de conectividade para interligar unidades e equipamentos públicos por meio de rede segura, com infraestrutura de fibra ótica e oferta de wi-fi gratuito em pontos públicos.
“A proposta da PPP de Cidade Inteligente reúne tecnologia, eficiência e sustentabilidade. São soluções pensadas para melhorar serviços públicos, ampliar o monitoramento da cidade e preparar Criciúma para o futuro”, projeta o secretário municipal de Governança, Tiago Ferro Pavan.
O projeto também contempla 10 estações meteorológicas e um radar meteorológico, que deverão ampliar a capacidade de acompanhamento das condições do tempo. Os dados poderão apoiar ações preventivas da cidade em situações de chuva forte, mudanças climáticas repentinas e outras ocorrências relacionadas ao clima.
Na área de monitoramento urbano, os estudos preveem 538 câmeras integradas ao CCO, em 213 pontos de videomonitoramento.
A proposta também inclui central semafórica e semáforos inteligentes, voltados à melhoria da mobilidade urbana e ao acompanhamento do trânsito. O sistema poderá auxiliar no controle de tráfego, na leitura de placas, na identificação de ocorrências e na resposta a problemas nas vias.
De acordo com a Prefeitura, a integração das soluções no CCO é um dos eixos centrais da proposta. A partir desse ambiente, será possível reunir informações de iluminação pública, câmeras, semáforos, estações meteorológicas, radar, telecomunicações e demais sistemas previstos, permitindo uma gestão mais conectada e baseada em dados.
Tiago Pavan reforça que a modelagem evita soluções isoladas e busca garantir continuidade ao longo do contrato. “O contrato também prevê indicadores, manutenção, desempenho e atualização tecnológica, para que as soluções não fiquem obsoletas e possam evoluir conforme a necessidade da cidade”, completa o secretário.
As informações geradas pelos sistemas deverão seguir regras de governança, segurança da informação, auditoria, controle de acesso e respeito à Lei Geral de Proteção de Dados, a LGPD. A proposta também prevê o acompanhamento por indicadores, permitindo avaliar resultados e ajustar a execução ao longo do contrato.
Após o encerramento da Consulta Pública, as contribuições recebidas serão analisadas e poderão resultar em ajustes nos estudos e documentos do projeto. Na sequência, a proposta será encaminhada para apreciação do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina, o TCE/SC. Depois dessa etapa, conforme os trâmites legais, o projeto poderá seguir para o processo licitatório, com leilão na B3.