Com a chegada do inverno, as cidades voltam a enfrentar um cenário que se repete todos os anos: o aumento dos casos de doenças respiratórias. As temperaturas mais baixas levam as pessoas a permanecerem por mais tempo em ambientes fechados e com pouca ventilação, criando condições favoráveis para a circulação de diversos vírus.
Os números já registrados neste ano acendem um sinal de alerta. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, quase 6 mil pessoas foram hospitalizadas por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em Santa Catarina, enquanto 269 mortes foram contabilizadas em decorrência dessas complicações. Os dados demonstram que as doenças respiratórias continuam representando um importante desafio para a saúde pública, especialmente entre crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas.
Diante desse cenário, a vacinação contra a influenza permanece como a principal ferramenta de prevenção. Além de reduzir significativamente o risco de complicações, internações e mortes, a imunização contribui para diminuir a pressão sobre os serviços de saúde em um período de maior demanda. Ainda assim, a cobertura vacinal dos grupos prioritários no estado está em apenas 45%, muito abaixo da meta de 90%.
A vacina está disponível gratuitamente para toda a população a partir dos seis meses de idade. Trata-se de uma medida simples, segura e eficaz, capaz de proteger não apenas quem recebe a dose, mas também as pessoas mais vulneráveis ao redor.
A prevenção, porém, vai além da vacinação. Cuidados como higienizar as mãos com frequência, manter os ambientes ventilados, evitar contato próximo com pessoas sintomáticas e utilizar máscara em caso de sintomas respiratórios continuam sendo atitudes importantes para reduzir a transmissão dos vírus.
Em tempos de maior circulação de doenças respiratórias, informação e responsabilidade coletiva fazem a diferença. Vacinar-se e adotar medidas preventivas são gestos de cuidado consigo mesmo, com a família e com toda a comunidade.