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Ah, que bom!

Por: Luiz Carlos Prates

25/06/2026 - 07:06

A informação diária e contínua é a melhor das vacinas sociais. Vacinas de que precisamos indispensavelmente. Quem não estiver bem-informado vai dançar. Vai dançar a dança dos trouxas. Trouxas? Sim, aqueles que ouvem alguém contando uma novidade e diz – “Ah, é, não sabia”! No passado, nossa vida era resumida ao convívio em pequenas cidades, todos se conheciam e o mundo era o nosso mundinho. Tudo mudou, a população aumentou, o mundo virou mundão e ninguém mais se conhece na cidade em que vivemos e as notícias mudam a cada minuto. É saber ou dançar. Digo isso lembrando da chamada Inteligência Artificial. Essa I.A. tanto nos pode levar para o precipício das crenças falsas e perigosas quanto à segurança. Ontem um amigo me mandou uma foto minha com o Trump. De fato, era eu e o Trump, mas… Éramos nós numa dessas fotos geradas pela I.A. quase incontestável. E isso também me fez lembrar que por muitas vezes mostrei aos amigos fotos minhas diante da Acrópole, na Grécia, ou do Coliseu, em Roma. Fotos verdadeiras, dos meus tempos de narrador de futebol. Hoje essas fotos bem que podem ser “duvidadas”, afinal, qualquer um pode ter essas fotos. Pode tê-las e “provar” que esteve aqui ou ali, fotos impactantes, mas falsas. Agora, tem uma coisa de que estou gostando muito a partir da chegada da I.A. em nossas rotinas. É a necessidade que precisamos ter de desconfiar, desconfiar até do Papa, um Papa que podemos ver, crer e não ser… Tudo na I.A. Duvidar deve passar a ser o nosso verbo mais conjugado. Duvidar de fotos e postagens? Isso é obrigação. Estou falando de duvidar do que ouvimos das pessoas. Nunca como hoje a mentira foi tão descaradamente usada, não é mesmo, “candidatos”? Crianças mentem? Muito. E os velhos, os outrora ingenuamente acreditados como decentes e confiáveis? Pior ainda. De um certo ponto de vista, que bom que as coisas chegaram a esse ponto. Ninguém mais hoje pode se dizer enganado. Basta um mínimo de olhos abertos e ouvidos de escutar para tirarmos as máscaras das mentiras alheias, porém… Nunca esquecer que também somos mentirosos, sabemos disso… Inteligência Artificial? Que a nossa não seja uma I.S. – isto é, Inteligência Sapeca…

VERDADES

Alguém me pode dizer – “Ah, tu dizes isso porque tu és jornalista”. Nada disso. Leio jornais de modo incondicional desde os 12 ou 13 anos. Comecei por ler notícias esportivas sobre o Internacional e fui indo, de página em página cheguei ao hoje. E hoje assino um jornal e compro outros três, todos os dias. Resultado desse “vício”? Não engolir balelas, saber da minha cidade, do Estado, do Brasil e do mundo. Com essa “vitamina” o cara vai ter que dar voltas na quadra para me fazer engolir lorotas. E… Você está nesse barco.

ENCONTROS

Desavenças, discórdias ocorrem quase de modo inevitável nos encontros sociais e, pior ainda, nos encontros familiares, todavia… Durante encontros de amigos ou familiares para ver jogos do Brasil na Copa poucas são as brigas. Motivo? Grosso modo, todos estão na mesma linha, desejando a mesma vitória… Não falo dos silenciosos traidores da Pátria, conhecidos e desconhecidos. A Seleção no gramado nos torna um pouco mais civilizados entre os “amigos e familiares”.

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FALTA DIZER

Criaram a farsa da interrupção dos jogos na Copa para a hidratação dos jogadores. Patifaria. Na verdade, não é nada de hidratar jogadores, é para usarem de três minutos de comerciais da Fifa nas tevês do mundo e dos estádios. Não há mais jogos, há “dinheirismo”…

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Luiz Carlos Prates

Jornalista e psicólogo, palestrante há mais de 30 anos. Opina sobre assuntos polêmicos.