O sistema político brasileiro dá espaço para que partidos pequenos, alguns até sem representatividade no Congresso Nacional, possam se consolidar e, irrigados por fundos partidários polpudos, lançar candidatos para os cargos eletivos. É do jogo democrático. Personagens com o saudoso Dr. Enéas surgiram logo após a volta das eleições diretas, como um postulante pitoresco, sem compromissos e com “metralhadora” em punho, detonando críticas por todos os lados. O modelo se replica em SC. Figuras como Ralf Zimmer, do inexpressivo PRD, que só aparece de quatro em quatro anos, usam o espaço que a lei lhe oferece, disparando críticas às dúzias – sem apresentar propostas para o estado. Outro exemplo é Marcelo Brigadeiro, do novato Missão, que tem adotado a tática de anunciar desistência para depois dizer que não é verdade. O eleitor está atento, sabe que são personagens que não acrescentam e parecem estar mais a serviço de interesses pessoais.
Baixo nível
Para se ter ideia do nível (ou baixo nível) do pré-candidato do Missão, basta ler (desculpe, leitor) o que ele postou em sua rede social sobre a “não desistência”: “Pra tristeza dos meus haters, pra tristeza dos meus concorrentes, eu tô mais dentro que p.. de tarado meu cumpade, eu vou até o final”. É lamentável!
Pesquisas
Esses folclóricos postulantes nunca chegam a dois dígitos nas pesquisas de opinião. Ao contrário, ficam estacionados entre 1% e 2%. Seus tetos são baixos. Mas, como a lei permite, usam espaços na mídia, sempre com postura crítica, mas sem impacto relevante. Após as eleições somem, para voltarem daqui a quatro anos.
Alerta

Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Arquivo/Secom
Levantamento do TCE/SC aponta que 70% dos municípios de SC estão suscetíveis aos desastres naturais. Relatório assinado pelo conselheiro José Nei Ascari reconhece avanço das prefeituras nos últimos anos, mas alerta que metade dos municípios não possui seque cadastro de famílias que vivem em áreas de risco.
Prejuízos
A cada temporada de chuvas, Santa Catarina volta a contabilizar prejuízos econômicos, danos à infraestrutura e, em casos mais graves, perdas de vidas. O TCE/SC indica que faltam ainda capacitações, simulados, canais eficientes de comunicação. Investir em prevenção custa menos do que reconstruir depois.