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É de sentir vergonha

Por: Luiz Carlos Prates

22/06/2026 - 11:06

A vida nos manda mensagens a todo momento, mas… Fingimo-nos de ocupados, ou de sonsos mesmo, e deixamos as coisas passar. Não é por outra razão que os atinados mantêm os olhos abertos e os ouvidos bem limpos, tudo para ver e ouvir as lições da vida. Esse “tudo” a que me refiro foram três exemplos constrangedores que vi tanto na televisão quanto ao vivo. Foi assim… Fui com amigos almoçar num restaurante de Florianópolis e num canto do restaurante um rapaz tocando violão e cantando, bem afinado e ótimo no violão. Lá pelas tantas, passando pelo cantor/violonista, reparei, não me tinha dado conta, que o rapaz não tinha a metade de um braço, tocava violão com uma mão só… Caiu-me o queixo. E, curiosamente, no fim darde reencontrei o violonista no programa RecordNews Series, uma reportagem especial sobre pessoas com dificuldades físicas por várias regiões do Brasil, pessoas exuberantes em algum trabalho. E no mesmo programa uma jovem mulher, bonita e faceira, todavia… Com os braços incapacitados, paralíticos, mas… Ela também dando um show, desenhando e pintando quadros ao segurar lápis e pincéis com a boca. A boca substituía as mãos para ela. Um encanto, uma superação a fazer pessoas sentir vergonha ao se dizerem incapazes para isto ou aquilo. E no mesmo programa da Record, a história de um rapaz também sem braços, mas que me deixou constrangido ao fazer uso do computador, um uso com os dedos dos pés. Santa Maria Goretti, como é que consegue fazer o que faz? Aí é que está, todos nós somos capazes de enxugar gelo quando nos determinamos a uma superação na vida. Esses exemplos, esses programas (bem raros na televisão) são um tapa na nossa cara, na cara dos desculpistas, dos que vivem arrumando desculpas para justificar covardias e nulidade pessoais. O que essas pessoas, as anuladas de algumas possibilidades física, fazem é de nos fazer pensar e admitir, de fato, se tu podes crer, tudo é possível ao que crê. Fico imagino o que não passa pela cabeça dessas pessoas, as parcialmente incapacitadas, vendo e ouvindo seus familiares e amigos se queixando de dificuldades. A maioria do povo (nós no mesmo barco) precisa mesmo é de uma corda no pescoço e não de ajudas. Fracotes!

MULHERES

Dia destes… Carolina Ferraz, 58, atriz e apresentadora de televisão, foi xingada da cabeça aos pés por incontáveis homens por ter postado fotos dela nas redes sociais sem maquilagem nem filtros. A imagem natural, a dela. E por que foi criticada? Ora, porque mulher tem sempre que estar, apresentar-se como os homens querem e desejam. Abração, Carolina, é isso mesmo, é assim que se faz, está na hora de as mulheres gritar por independência absoluta, chega de machinhos caídos erguerem a voz contra as mulheres. Vão ler um livro, bobões!

HIPOCRISIA

Não devemos “engolir” informações sem antes mastigá-las bem. Ouça esta manchete: – “Brasília lidera ranking como a capital mais segura do país”. Ouço isso e tenho vontade de cuspir… E por que Brasília é a capital mais segura do país? Ora, porque lá estão os caras que se acham autoridades e, por consequência, previnem-se do melhor modo. E o resto do Brasil? Dane-se.

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FALTA DIZER

Acabei de ler um conselho, uma frase das minhas tantas colecionadas, que me fez pensar. Fingimos ignorá-la. A frase diz que – “Você tem que ser sua melhor companhia”. Difícil? Muito. Mais das vezes, somos nossa pior companhia, não é mesmo, meus “pensamentos”?

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Luiz Carlos Prates

Jornalista e psicólogo, palestrante há mais de 30 anos. Opina sobre assuntos polêmicos.