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Um encontro alegre

Por: Luiz Carlos Prates

20/06/2026 - 07:06

Cedo pela manhã acordo e… Rádio ligado. Faço isso desde os tempos de Cabral… Rádio, jornal e tevê são meus vícios… Desde cedo aprendi que é preciso termos “vitaminas” na cabeça. Hoje, cedo, ainda no banheiro, ouvi um diretor de empresas falando numa entrevista da dificuldade que está fazer as pessoas saber que é indispensável vivermos um bom ambiente social, humano, durante o trabalho. O empresário dizia que está muito difícil fazer as pessoas entender que o ambiente de trabalho é um ambiente social, que amizades, simpatias, elevam o entusiasmo e transformam o tralho em prazer e realizações. Ouvi e parei para pensar. Eu disse isso centenas de vezes nas minhas palestras em empresas, mas… O tempo passa e parece que a turma anda para trás, cada vez mais antipatias e desprezo pelas horas de trabalho. Então, é bom lembrar: os que não estão vivendo seu trabalho de modo alegre, motivador, realizador mesmo, vão gemer mais tarde… E vão gemer o pior dos gemidos, o dos arrependimentos, os da ignorância de não ter reconhecido e vivido aqueles momentos. Aliás, dia destes, em Florianópolis, fui a um supermercado que tem no andar de cima uma porção de lojas, lojas de todo tipo. Sentado num canto para um café, surgiu-me uma senhora muito alegre para me cumprimentar e dizer que me acompanha há muitos anos. Iniciamos uma conversa interessante e fiquei sabendo do trabalho que ela faz no shopping, tudo começando às 4:30h da manhã. Ela mora num município próximo, mas muito longe para quem depende de ônibus, caso dela. Ela fica oito horas no trabalho, mas somando as horas de preparo para chegar e sair do local de trabalho, bem mais de 10 horas. E quanto ela ganha? Ganha R$ 150,00 acima do salário mínimo, menos de R$ 2000,00. E aí fiz a pergunta inevitável, para mim: – E aí, estás contando as horas para parar de trabalhar? E ela me respondeu prontamente: – “Deus me livre, Prates, quero continuar ativa”! Esse o resumo da ópera. Uma pessoa que tinha tudo para dizer-se amaldiçoada, dizia-se feliz. Não duvido, deve mesmo ser feliz. E os que vivem sentados nos confortos da vida? Maioria vive chorando dificuldades que só existem nas suas cabeças. Frouxos.

CADEIA

Vi o programa na RecordNews, programa sobre histórias criminais. O entrevistado, um cara bem jovem, matou cinco mulheres só para matá-las, ele gostava disso. Falando manso na entrevista, dizendo-se com arrependimentos, aquelas balelas de canalhas. Foi condenado a mais de 300 anos de cadeia, só que… Vai ficar 30 anos e será libertado, é lei brasileira. Esses tipos têm que ser “tirados de circulação”, mas… Os bondosos brasileiros criam leis e as aplicam sendo “misericordiosos”… E seriam se as vítimas fossem suas mães? Credo, que nojo!

HORROR

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Quando falo disso muitos me chamam de azedo… Manchete, jornal paulista: – “Bets e dízimos a igrejas moem pobres com fantasia de salvação mágica”. A velha história (inventada por humanos ordinários) de que dependendo do pecado a pessoa vai para o fogo eterno, o inferno, mas se for pessoa boa, dizimista, vai para o céu, o paraíso que nunca vai acabar. Até quando as pessoas vão cair nessa ratoeira?

FALTA DIZER

Discussões na Câmara Federal para elevar punições aos que cometem o crime de misoginia, porém… Ninguém até agora ergueu a voz contra o trecho bíblico que diz – “Mulher, sede submissa a vosso marido”. Claro, os sofistas vêm com falsas exegeses, mas os peço que façam isso na “salinha dos fundos”…

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Luiz Carlos Prates

Jornalista e psicólogo, palestrante há mais de 30 anos. Opina sobre assuntos polêmicos.