Voltaire, o filósofo mais famoso (e polêmico) do Iluminismo, ensinava que o trabalho nos livra de três grandes males: o tédio, o vício e a pobreza.
Isto porque trabalhar organiza o tempo, dá sentido aos nossos dias e fortalece a autoestima. Ainda assim, há muita gente que só percebe o valor dessa dádiva, quando perde a rotina profissional, pelo desemprego ou chegada do momento da aposentadoria.
O comentarista Luiz Carlos Prates costuma dizer que muitos vivem sentados em um “trono feliz”, o trono do trabalho, sem se dar conta disso.
Há uma verdade profunda nessa visão dele, pois o trabalho mantém a mente ativa, cria vínculos humanos, desafia capacidades e oferece propósito.
E, com o avanço da idade, cresce em muitas pessoas a vontade de continuar produzindo, ensinando e aprendendo. Talvez porque, aos poucos, o trabalho deixe de ser apenas necessidade e passe a ocupar o lugar, na vida… das ilusões passageiras.