A eletrificação dos veículos comerciais seguirá avançando nos próximos anos, mas não deve caminhar sozinha. A avaliação foi apresentada durante o Anfavea Visions 2026, evento que reuniu representantes da indústria automotiva e do setor de energia para discutir a descarbonização do transporte.
Representando a WEG, empresa catarinense especializada na fabricação de motores elétricos, Alberto Kuba destacou que a mobilidade elétrica é uma das áreas estratégicas da companhia. Segundo ele, a expansão dos veículos elétricos depende do avanço da infraestrutura de recarga, além de investimentos em armazenamento de energia e integração com a rede elétrica.
Durante o debate, executivos do setor defenderam que a redução das emissões no transporte deverá ocorrer por meio da combinação de diferentes tecnologias. Além da eletrificação, alternativas como etanol e biometano foram apontadas como soluções importantes para acelerar a transição energética.
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A avaliação é que o Brasil possui uma vantagem competitiva por contar com uma matriz energética diversificada, capaz de reunir fontes renováveis e tecnologias já consolidadas. Para os participantes, essa característica pode colocar o país em posição de destaque no desenvolvimento de soluções para um transporte com menor emissão de carbono.
Outro ponto destacado foi a tendência de veículos cada vez mais conectados e integrados ao sistema elétrico. As baterias dos carros elétricos, por exemplo, poderão futuramente funcionar também como sistemas de armazenamento de energia para residências e empresas.