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Levada para o banho e encontrada morta: drama de família após sumiço da cachorra Sol em Guaramirim

Divulgação: Marlene Oliveira/OCP NEWS

Por: Isabella Dotta

12/06/2026 - 15:06 - Atualizada em: 12/06/2026 - 15:40

Uma história de carinho, companheirismo e dor tem comovido uma família de Guaramirim. A cadela Sol, uma Shih Tzu de 4 anos, desapareceu após fugir durante o transporte realizado por um pet shop da cidade. Seis dias depois, ela foi encontrada morta.

Segundo a tutora, Marlene Oliveira, que conversou exclusivamente com a equipe do OCP, Sol fazia parte da família desde os dois meses de idade e era considerada muito mais do que um animal de estimação. “Ela era simplesmente tudo na nossa vida, a alegria da nossa casa”, conta.

De acordo com Marlene, a cachorra havia sido levada para tomar banho em um estabelecimento que frequentava havia cerca de três meses. A família mora em Guaramirim há seis meses e, desde então, passou a utilizar os serviços do local.

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O desaparecimento aconteceu no bairro Nova Esperança. Conforme o relato da tutora, Sol fugiu durante o transporte feito pela equipe do pet shop. O que mais revolta a família é a forma como a situação teria sido conduzida. Marlene afirma que ninguém entrou em contato para informar o ocorrido.

“Nós não fomos avisados. Quem contou foi uma vizinha. Enquanto isso, a equipe voltou a trabalhar normalmente no mesmo dia, como se nada tivesse acontecido”, relata.

A busca pela cachorra mobilizou a família durante quase uma semana. O desfecho, porém, foi devastador. Sol foi encontrada morta seis dias após o desaparecimento. O corpo estava em outro bairro, longe da residência da família, nas proximidades de uma empresa do setor automotivo. Pelo estado em que ela foi encontrada, os tutores acreditam que a morte tenha ocorrido pelo menos quatro dias antes da localização.

As lembranças deixadas pela cadela tornam o luto ainda mais difícil. Marlene lembra que Sol era apaixonada por bolinhas e tinha o hábito de correr para receber os familiares sempre que alguém chegava em casa.

“Ela parecia uma criança. Era apaixonada por bola. Sempre pulava na gente e chorava toda dengosa quando chegávamos. A recepção dela era extraordinária”, recorda.

A ligação mais forte era com Bruno, o cachorro idoso da família 11. Desde o desaparecimento da cachorra, ele tem enfrentado dias difíceis.

“Ela era a companheirinha dele. O Bruno está muito triste. Fica sentado no portão por onde viu ela passar, esperando ela voltar para casa, ele está muito triste. Como já é idoso, está sem comer e estamos tendo que ter muita atenção com ele”, relata.”

Para a família, o caso foi marcado por irresponsabilidade e falta de comunicação. “O que aconteceu foi uma falta de responsabilidade enorme e uma covardia tremenda por não termos sido avisados no momento em que tudo aconteceu”, desabafa Marlene.

Um boletim de ocorrência já foi registrado. Agora, a família pretende buscar reparação na Justiça. Segundo a tutora, o próximo passo será procurar um advogado para ingressar com uma ação contra os responsáveis.

Veja fotos:

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