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Pinguins são encontrados mortos em praias de Florianópolis; entenda o fenômeno

Foto: R3 Animal

Por: Ewaldo Willerding Neto

12/06/2026 - 13:06 - Atualizada em: 12/06/2026 - 13:48

O avistamento de pinguins-de-Magalhães mortos em praias de Florianópolis tem chamado a atenção nas últimas semanas. Em 2026, durante o outono, 315 pinguins mortos já foram registrados até o dia 12 de junho, segundo a Associação R3 Animal, executora do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) na capital catarinense.

Somente na última quarta-feira (10), foram encontrados 69 pinguins sem vida em praias de Florianópolis, sendo o dia com mais registros em 2026. A praia do Moçambique teve a maior ocorrência, com 21 animais mortos. No mesmo dia, cinco pinguins vivos também foram resgatados em diferentes praias da capital.

Apesar do número elevado, essa quantidade de pinguins-de-Magalhães é esperada nesta época do ano, quando o frio anuncia a temporada desses animais na costa brasileira, segundo a Técnica de Monitoramento Mariê Loro.

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“Esses animais partem do Sul do hemisfério, principalmente da Patagônia Argentina, em busca de alimentos em alto-mar, e muitos indivíduos jovens e inexperientes chegam às nossas praias exaustos, caquéticos e hipotérmicos. Infelizmente, muitos não resistem à exaustiva jornada e o registro de mortos acaba sendo alto”, explica a técnica.

Além do recolhimento dos animais mortos, a equipe do PMP-BS/R3 Animal também resgata os vivos. Nesta temporada, iniciada em 19 de maio com o primeiro resgate de um pinguim vivo, já foram socorridos 44 pinguins. Eles foram encaminhados ao centro de reabilitação da associação, com o objetivo de se recuperarem e serem devolvidos à natureza.

Segundo a R3 Animal, a expectativa é que os registros de pinguins – tanto vivos quanto mortos – continuem nos próximos meses, especialmente com a chegada do inverno. A tendência é que as ocorrências comecem a diminuir a partir de setembro, quando esses animais retornam às suas colônias reprodutivas.

Caso a população aviste um pinguim na água, a técnica Mariê Loro explica que o resgate ainda não pode ser realizado. Alguns deles podem permanecer próximos à costa nadando e se alimentando. “A equipe entra em ação quando um pinguim encalha na faixa de areia”, informa.

O que fazer ao encontrar um pinguim na praia?

  • Não devolva o animal ao mar;
  • Não o coloque em contato com gelo;
  • Não tente alimentá-lo nem fazer carinho;
  • Afaste animais domésticos;
  • Acione o resgate: (48) 3018 2316 ou 0800 642 3341 (diariamente, das 7h às 17h)

A realização do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) é uma exigência do licenciamento ambiental federal, conduzido pelo Ibama, para as atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural na Bacia de Santos.

 

 

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Ewaldo Willerding Neto

Jornalista formado pela UFSC com 30 anos de atuação.