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ETA Cubatão passa a contar com equipamento para aplicação do carvão ativado

Foto: Divulgação/Prefeitura de Joinville

Por: Elisângela Pezzutti

12/06/2026 - 11:06

A Estação de Tratamento de Água (ETA) Cubatão conta agora com um sistema definitivo para a aplicação de carvão ativado. A instalação da estrutura finalizou em maio e nesta quarta-feira (10/6) precisou ser ativada pela primeira vez. Até a tarde desta quinta-feira (11/6), foram utilizadas sete toneladas de carvão no tratamento de 205 milhões de litros de água.

O uso do carvão ativado em pó ocorre pontualmente, quando são identificadas alterações de gosto e odor na água, causadas por substâncias produzidas por microrganismos presentes naturalmente no rio, e que não são prejudiciais à saúde.

A Companhia Águas de Joinville utilizou o carvão ativado em dois momentos ao longo do ano passado. Em agosto, foi realizada a contratação emergencial de equipamento para utilização na ETA. Em dezembro, uma estrutura interna temporária foi utilizada, pois a definitiva estava em trâmite de contratação.

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Para montar a estrutura definitiva, foram adquiridos insumos e sistemas para movimentação dos sacos de carvão ativado e preparo da solução para aplicação na entrada do tratamento.

Como é a aplicação de carvão na ETA Cubatão

Dentro da Estação de Tratamento de Água (ETA) Cubatão, uma área de aproximadamente 180 metros quadrados foi adaptada para a instalação da estrutura, permitindo o armazenamento e a movimentação das sacarias de carvão quando houver a necessidade da aplicação.

“É uma estrutura de transporte do carvão, seguida de um tanque onde fazemos o preparo da solução e o envio dessa mistura para as etapas seguintes, que são as tinas para reservação do carvão e em seguida o seu bombeamento para o início do processo de tratamento”, detalha o gerente de Água da Companhia Águas de Joinville, Lucas Emanuel Martins.

O equipamento instalado na ETA Cubatão tem ponte rolante, monovia, funil, rosca transportadora e tanque misturador.

A ponte rolante é a estrutura responsável por transportar as sacarias, com aproximadamente 500 quilos, até o local onde a mistura de carvão é realizada. Na sequência, por meio da monovia, os sacos são erguidos e colocados dentro do funil, onde é feita a abertura da bolsa e o carvão em pó ativado é conduzido ao tanque por uma estrutura semelhante a uma tubulação, chamada de rosca transportadora.

Ao chegar dentro do tanque, o carvão em pó é misturado em água para virar uma solução. Esse material é bombeado até os recipientes onde são preparadas as soluções que são adicionadas posteriormente à sua etapa correspondente do tratamento de água, como flúor, hidróxido e sulfato.

A solução de carvão fica então armazenada em dois tanques e pode ser utilizada dentro de um período de até 6 horas. Essa mistura vai sendo bombeada para ser incorporada à água bruta logo após a sua captação. Quando a solução de um desses tanques é completamente utilizada, o outro entra em operação e é reiniciado todo o processo de dosagem para providenciar o enchimento novamente.

O carvão ativado está sendo aplicado na entrada da água na estação, em uma etapa inicial do tratamento. O carvão vai reter os compostos orgânicos que causam a alteração de gosto e odor na água.

Na etapa de decantação, o carvão será totalmente removido. Depois disso, a água ainda passa pelas etapas de filtração e desinfecção, como é feito normalmente, e então segue pelas tubulações para ser distribuída à população.

Como as substâncias que causam essa percepção de gosto e odor terroso são produzidas naturalmente por microrganismos presentes no rio Cubatão, não há como precisar o prazo para que a situação seja normalizada. Entretanto, é importante reforçar que a água continua própria para o consumo e que todos os testes e acompanhamentos técnicos continuarão sendo realizados pela Companhia.

“A água que é fornecida pela Companhia é totalmente segura. Ela atende 100% da portaria de potabilidade, então não há nenhum risco para o consumo da população”, reforça Lucas.

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Elisângela Pezzutti

Graduada em Comunicação Social pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Atua na área jornalística há mais de 25 anos, com experiência em reportagem, assessoria de imprensa e edição de textos.