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Chance de super El Niño dispara e fenômeno pode ficar entre os mais fortes da história

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Por: Isabella Dotta

11/06/2026 - 20:06

O aquecimento das águas do Oceano Pacífico segue avançando e já não há dúvidas entre os cientistas sobre a chegada do El Niño. Embora ainda seja cedo para a classificação oficial do fenômeno, já que são necessários cerca de seis meses consecutivos com temperaturas ao menos 0,5°C acima da média, os indicadores apontam para sua consolidação nos próximos meses.

Em novo boletim divulgado nesta quinta-feira, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) aumentou de 37% para 63% a probabilidade de um El Niño de intensidade muito forte. O pico é esperado entre a primavera e o verão, entre novembro e janeiro, e pode colocar este episódio entre os mais intensos já registrados.

Para Santa Catarina, a principal preocupação é o aumento das chuvas. Especialistas explicam que um El Niño forte não significa necessariamente a ocorrência de grandes desastres, mas torna mais provável a formação de eventos extremos, especialmente durante a primavera e o verão, quando as precipitações já costumam ser frequentes na região.

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Segundo pesquisadores, situações mais graves dependem da combinação entre o El Niño, outras oscilações climáticas e os efeitos das mudanças climáticas. Foi o que ocorreu durante as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024.

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Durante o inverno, a previsão indica temperaturas dentro do padrão da estação em junho, com a atuação de massas de ar frio. Já em julho e agosto, os termômetros devem ficar acima da média, com menos episódios prolongados de frio intenso. Também há previsão de chuva próxima ou acima da média, além de maior risco de temporais com raios, granizo e ventania.

A Defesa Civil alerta que, com o aumento das chuvas, cresce também o risco de alagamentos, inundações e deslizamentos. Por isso, municípios e o governo estadual afirmam que já estão adotando medidas preventivas para enfrentar os possíveis impactos do fenômeno nos próximos meses.

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