Jaraguá do Sul não registrou mortes por feminicídio em 2026. Apesar disso, o delegado Augusto Brandão afirma que o cenário exige atenção permanente e reforça a importância da denúncia nos primeiros sinais de violência.
A avaliação foi feita durante painel realizado no início do mês, na sede da Associação Empresarial de Guaramirim (Aciag), dentro da campanha “Aqui Não: empresas unidas pelo respeito e proteção às mulheres”. A iniciativa é organizada pela Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc), em parceria com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
Durante o encontro, Brandão apresentou dados dos últimos anos relacionados aos crimes de feminicídio em Jaraguá do Sul. Segundo o delegado, em 2023 foram registradas cinco tentativas de feminicídio e uma mulher morta em crime enquadrado como feminicídio. Em 2024, não houve registros. Já em 2025, foram contabilizadas quatro tentativas e uma vítima fatal. Neste ano, até o momento, nenhum caso foi registrado.
“Tomara que assim permaneça”, afirmou.
O delegado destacou que os números reforçam a importância do trabalho preventivo realizado pela rede de proteção, formada por Polícia Civil, Polícia Militar, Ministério Público, Judiciário e entidades parceiras.
Segundo Brandão, a denúncia precoce continua sendo uma das principais ferramentas para impedir que ameaças e agressões evoluam para crimes mais graves. Durante o painel, ele também lembrou que a violência doméstica geralmente começa antes da agressão física.
“A violência começou antes com um grito dentro de casa. A lesão corporal, a agressão que ela sofreu, não iniciou ali naquele momento. Ela iniciou bem antes”, afirmou.
Para o delegado, fortalecer a conscientização da população e incentivar as vítimas a procurarem ajuda nos primeiros sinais de violência são medidas fundamentais para evitar que casos de ameaça e agressão evoluam para tentativas de feminicídio ou mortes.