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Projeto de Dr. Vicente que autoriza armas de eletrochoque para defesa pessoal de mulheres avança na Alesc

Foto: Divulgação

Por: Gabriel JR

09/06/2026 - 15:06 - Atualizada em: 09/06/2026 - 15:50

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa de Santa Catarina aprovou, na manhã desta terça-feira (9), o Projeto de Lei 730/2025, de autoria do deputado estadual Dr. Vicente Caropreso (União), que autoriza mulheres maiores de 18 anos a possuírem e portarem armas de incapacitação neuromuscular, conhecidas como armas de eletrochoque, para defesa pessoal.

A aprovação representa um passo importante para o avanço da proposta, que agora segue para análise das comissões de Finanças e Tributação e de Transportes, Desenvolvimento Urbano e Infraestrutura, antes de ser votada em plenário.

A decisão ocorre uma semana após o parlamentar ocupar a tribuna da Alesc para cobrar maior agilidade na tramitação do projeto. Apresentada em outubro de 2025, a matéria permanecia em análise na CCJ há cerca de oito meses, período em que foram solicitadas diligências aos órgãos de segurança pública do Estado.

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“Estamos construindo mais uma alternativa para que a mulher possa reagir, escapar de uma agressão e buscar ajuda”, destacou o deputado.

Foto: Divulgação

Polícia Militar, Polícia Civil e Secretaria de Estado da Segurança Pública encaminharam pareceres favoráveis à iniciativa, reconhecendo a proposta como mais uma ferramenta de proteção às mulheres diante do cenário de violência registrado em Santa Catarina.

Somente neste ano, o Estado já contabilizou 24 feminicídios e cerca de 12,5 mil pedidos de medidas protetivas. Para Dr. Vicente, os números demonstram a urgência de ampliar os mecanismos de defesa disponíveis às mulheres.

“Essa aprovação é uma etapa importante, mas o projeto precisa continuar avançando. Estamos falando de uma medida que pode ajudar mulheres a se protegerem em situações de risco. Agora esperamos que as próximas comissões analisem a matéria com a mesma responsabilidade e celeridade para que ela chegue ao plenário e possa ser debatida por todos os deputados”, afirmou.

O projeto surgiu a partir de uma sugestão do delegado de polícia e vereador de Jaraguá do Sul, Leandro Mioto Ramos, o Delegado Mioto. A proposta prevê uma exceção à regra atual, que proíbe civis de portar esse tipo de equipamento, permitindo o acesso legal e regulamentado às mulheres maiores de 18 anos.

Dr. Vicente ressalta que a iniciativa não trata das pistolas taser utilizadas pelas forças de segurança, mas sim de dispositivos de eletrochoque de contato direto com a pele, classificados como armas não letais e que exigem aproximação física para funcionamento.

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Gabriel JR

Repórter e radialista com 15 anos de experiência na área de comunicação