A fila de cirurgias eletivas em SC atingiu o maior patamar já registrado pelo governo estadual e chegou a 116 mil pacientes em setembro de 2025. Os dados são do Sistema Nacional de Regulação (SISREG) e foram obtidos por meio de pedido de informação apresentado pelo deputado estadual Fabiano da Luz (PT). O número representa crescimento em relação a janeiro de 2023, quando havia 107 mil pessoas aguardando procedimentos cirúrgicos no estado. Os dados oficiais mostram que a espera média por cirurgias eletivas ultrapassa 300 dias em diferentes especialidades. O maior prazo registrado é para cirurgias de mama, com média de 697 dias de espera (quase dois anos). Na sequência aparecem cirurgias reparadoras (644 dias), procedimentos osteomusculares (420 dias) e cirurgias de vias aéreas superiores, face, cabeça e pescoço, com média de 366 dias. “Não são só estatísticas, mas de pacientes convivendo com dor e sofrimento enquanto aguardam atendimento”, diz o parlamentar.
Resposta à coluna
A Secretaria de Estado da Saúde esclarece que, desde 2023, tem adotado estratégias para reduzir o tempo de espera por cirurgias eletivas. Foi implementada a Tabela Catarinense de procedimentos (com pagamento até 12 vezes a tabela SUS) e o Programa de Valorização dos Hospitais, que permitiu crescimento de 78% nas internações em relação a 2022.
Reconhecimento
A SES ressalta, ainda, que a fila é dinâmica, pois diariamente há novos pacientes à espera de cirurgias, e que o próprio Ministério da Saúde reconheceu a evolução em SC. No início de 2025, dados apontavam crescimento de 289% em relação a 2023. De janeiro a novembro de 2024, SC realizou 268.061 procedimentos, enquanto em 2023 foram 68.912 mil.
Master
O TCE/SC julgou irregulares os investimentos realizados pelo Instituto de Previdência dos Servidores Públicos Municipais de Içara (IÇARAPREV) em fundo imobiliário ligado à corretora Planner e ao Banco Máxima, posteriormente transformado em Banco Master S.A. Os responsáveis e a empresa de consultoria deverão ressarcir R$ 2.395.148,00 aos cofres públicos.
Exportações

Foto: Divulgação/Porto Itapoá
Análise preliminar da Fiesc aponta que a tarifa adicional de 25% sobre as importações originárias do Brasil seria prejudicial à economia catarinense, mas que há um conjunto de produtos que já se encontra sujeito às tarifas globais. Assim, o percentual de produtos isentos fica entre 25,2% e 41,2%, dependendo da conversão entre as classificações dos EUA e do Brasil.