Clique aqui e receba as notícias no WhatsApp

Whatsapp

Polícia descobre por que falsa adolescente evitava a escola a qualquer custo

Foto: Divulgação

Por: Isabella Dotta

03/06/2026 - 15:06 - Atualizada em: 03/06/2026 - 15:49

A investigação que revelou o caso da mulher de 37 anos que se passava por uma adolescente em Joinville trouxe novos detalhes sobre como ela conseguiu manter a farsa por mais de um ano. Segundo a Polícia Civil, um dos comportamentos que chamou a atenção foi a resistência em frequentar a escola. Sempre que o assunto surgia, ela se recusava e demonstrava grande preocupação com a possibilidade de ser matriculada em uma escola e ser adotada oficialmente, ela dizia que não queria ser encontrada pelo pai biológico.

Para a polícia, as justificativas faziam parte da estratégia para esconder sua verdadeira identidade e impedir que a fraude fosse descoberta.

De acordo com o delegado Rodrigo Bueno Gusso, a suspeita usava o nome falso de “Gabriele” e vivia com uma família do distrito de Pirabeiraba havia cerca de 14 meses. Aos moradores, ela contou que havia fugido de casa após ser vítima de exploração e que o uso de hormônios explicaria sua aparência mais madura. Sensibilizada pela história, a família decidiu acolhê-la.

Clique e assine o Jornal O Correio do Povo!

Durante o período em que permaneceu na residência, a mulher criou laços com os familiares. Ela chegou a ganhar uma festa de aniversário ao completar supostos 12 anos e recebeu ajuda financeira, incluindo um tratamento para obesidade com o medicamento tirzepatida, conhecido popularmente como Mounjaro.

A situação começou a mudar quando um parente da família passou a desconfiar da história e procurou a polícia. Segundo o delegado, mesmo diante da investigação, alguns familiares inicialmente acreditavam que havia um equívoco e defendiam que a jovem era realmente uma adolescente. A suspeita acabou sendo presa em flagrante e confessou o golpe durante o interrogatório.

Segundo a Polícia Civil, a mulher já possui histórico de golpes semelhantes em outros estados, como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás. Após a prisão, ela foi encaminhada ao Presídio Regional de Joinville e deve responder pelos crimes de estelionato e falsa identidade.

Clique aqui e receba as notícias no WhatsApp

Whatsapp