A presidente da Associação Empresarial de Schroeder (Acias), Indianara Farias Pereira, e a vice-presidente do Agronegócio, Tania Naira Setter Veiga, participaram nesta quinta-feira (28), em Florianópolis, do lançamento do Mapa do Agro Catarinense 2026, estudo inédito apresentado pela Facisc, que confirma a força de Santa Catarina como um dos maiores polos do agronegócio brasileiro.
O levantamento aponta que Santa Catarina ocupa atualmente a 5ª posição entre os maiores agronegócios do país, atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul. Com produção estimada em R$ 144 bilhões, o estado representa 6% de todo o agronegócio nacional e registrou crescimento acima da média brasileira nos últimos anos.
O estudo revela ainda que o agronegócio responde por 35% da economia catarinense, movimenta cerca de 470 mil empresas, emprega 1,6 milhão de pessoas e gera aproximadamente R$ 12 bilhões em arrecadação estadual.
Durante o evento, o presidente da Facisc, Elson Otto, destacou a competitividade catarinense frente aos maiores estados produtores do país.
“Santa Catarina disputa espaço com estados muito maiores em território e extensão agrícola. Mesmo assim, o estado aparece entre os líderes nacionais graças à força da agroindústria, da tecnologia, da produtividade e da capacidade empreendedora do produtor catarinense”, afirmou.
Destaque nacional em agroindústria
Um dos principais diferenciais de Santa Catarina está na forte presença da agroindústria. Segundo o Mapa do Agro Catarinense 2026, 40% do agronegócio estadual está diretamente ligado à indústria, índice considerado o maior entre os grandes estados produtores brasileiros.
Para o diretor de Agronegócio e Ferrovias da Facisc, Lenoir Broch, o modelo catarinense se destaca pela agregação de valor à produção.
“Santa Catarina construiu um modelo baseado em agregação de valor. O estado não apenas produz, mas industrializa, exporta, desenvolve tecnologia e gera empregos em toda a cadeia produtiva”, destacou.
O estudo também mostra que o estado possui a 6ª maior quantidade de trabalhadores do agronegócio brasileiro, com 1,6 milhão de pessoas ocupadas no setor. Na última década, o crescimento do emprego no agro catarinense foi de 19%, o terceiro maior avanço do país.
Liderança em diversos segmentos
Santa Catarina lidera nacionalmente pelo menos 12 segmentos produtivos. O estado responde por:
- 50% da produção brasileira de maçã;
- 23% da produção nacional de carne suína;
- 86% da produção de ostras, vieiras e mexilhões;
- 44% das conservas de peixe;
- 64% do alvejamento e tingimento de fios e tecidos.
Além disso, o estado também se destaca em setores de maior valor agregado, como maracujá, pêssego, ovos de codorna, alevinos, máquinas para alimentos, papel, confecção e têxtil.
Exportações em alta
No comércio exterior, Santa Catarina aparece como o oitavo maior exportador do agronegócio brasileiro e figura entre os cinco maiores exportadores da agroindústria nacional.
Em 2025, o setor alcançou recorde histórico de US$ 8,4 bilhões em exportações. Mesmo diante de desafios internacionais, como tarifas impostas pelos Estados Unidos e embargos da China, o estado ampliou sua presença em mercados da América do Sul, Oriente Médio, Oceania, Europa e África.
Tecnologia impulsiona o agro
Outro destaque do estudo é o avanço tecnológico do agronegócio catarinense. Atualmente, Santa Catarina possui 85 startups agtechs e ocupa a sétima posição nacional no segmento.
No setor de softwares voltados ao agro, o estado sobe para a quarta colocação nacional, atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco, demonstrando a força do ecossistema de inovação voltado à produção rural.
Desafios e perspectivas
Apesar dos números positivos, o levantamento também aponta desafios relacionados a eventos climáticos, logística e custos de produção. Ainda assim, o estudo reforça o potencial de crescimento do agronegócio catarinense, especialmente com investimentos em infraestrutura, inovação e apoio aos pequenos produtores rurais.
“Santa Catarina já alcança resultados expressivos e tem espaço para crescer ainda mais com investimentos em infraestrutura, logística e inovação”, concluiu Lenoir Broch.