A aprovação, na Câmara de Vereadores, de crédito suplementar de R$ 5,5 milhões para a compra de uniformes escolares em Jaraguá do Sul abriu um debate político sobre prioridades na aplicação dos recursos públicos da educação. O valor será utilizado pela Secretaria Municipal de Educação para aquisição uniformes para estudantes da educação infantil e ensino fundamental, matriculados na rede municipal, para o ano letivo de 2027. Os uniformes serão entregues em kits individuais, compostos por sete peças.
Embora a proposta tenha recebido ampla maioria na Câmara, a discussão evidenciou diferentes visões sobre quais investimentos devem ser considerados mais urgentes para a rede municipal.
A principal voz contrária foi da vereadora Sirley Schappo (Novo), que questionou a destinação dos recursos para uniformes enquanto demandas estruturais, como a construção de novas creches, seguem presentes. Para a parlamentar, o montante poderia ser direcionado a obras e ampliação da capacidade de atendimento da educação infantil, beneficiando diretamente famílias que aguardam vagas.
Por outro lado, vereadores da base governista defenderam a iniciativa como uma política pública consolidada e de caráter social. Luís Fernando Almeida (MDB) e Natália Petry (MDB) argumentaram que a distribuição gratuita dos uniformes promove igualdade entre os estudantes, reduz diferenças socioeconômicas e contribui para evitar situações de constrangimento e exclusão dentro do ambiente escolar.
O debate revela uma discussão recorrente na política pública: investir em infraestrutura ou fortalecer ações de atendimento direto à população. Ao aprovar o projeto, a maioria dos vereadores sinalizou alinhamento com a estratégia da administração municipal, que considera os uniformes uma ferramenta de inclusão, pertencimento e permanência dos alunos na rede pública de ensino.
Redução da jornada
A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) criticou a proposta aprovada pela Câmara dos Deputados na noite de quarta-feira que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas. Para o presidente da entidade, Gilberto Seleme, a discussão ocorreu de forma precipitada e sem tempo suficiente para avaliar os impactos sobre a atividade econômica e o mercado de trabalho.
Estimativas
Segundo estimativas da Fiesc, a mudança pode resultar na perda de 41 mil empregos em Santa Catarina nos próximos dois anos, sendo 19 mil na indústria. A entidade também projeta aumento de 11,4% nos custos do trabalho no setor e defende que alterações na jornada sejam definidas por negociação coletiva, com prazo adequado para adaptação das empresas.
Prestação de contas
A Prefeitura de Jaraguá do Sul apresentou a prestação de contas do 1º quadrimestre de 2026 na Câmara jaraguaense, revelando arrecadação de R$ 575 milhões, equivalente a 39% da previsão anual de R$ 1,46 bilhão. As despesas liquidadas somaram R$ 378,7 milhões, com destaque para saúde (R$ 94,1 milhões) e educação (R$ 80,7 milhões). O Município também cumpriu os limites legais de gastos com pessoal, que ficaram em 38,89% da Receita Corrente Líquida. Segundo a Secretaria da Fazenda, o resultado demonstra equilíbrio fiscal e indica condições para o cumprimento das metas estabelecidas para o ano.