Clique aqui e receba as notícias no WhatsApp

Whatsapp

Diplomas e orelhas

Por: Luiz Carlos Prates

25/05/2026 - 08:05 - Atualizada em: 25/05/2026 - 08:38

Cresci ouvindo adultos dizer que – diploma não encurta orelha. Era linguagem daquele tempo, significava que o diploma, ter frequentado boas escolas, não diminuíam o tamanho das orelhas das pessoas, era uma alusão desbocada a envolver os burros, os animais assim chamados. Uma falta de respeito com os bichos, quem foi o ordinário que inventou que o “burro” é burro? Os bichos são muito inteligentes, eles são regidos pelos instintos. Já nós, os bacanas, os diplomados, bem que nos conhecemos por dentro, ô… Dou estas voltas para dizer que acabei de ler uma manchete da Folha que me irritou, esta: – “Uma médica (M.E.P.), de 24 anos, diz que já fez preenchimentos de olheiras e lábios, botox e usos de diferentes tipos de canetas emagrecedoras.” Médica, hein! Agora ouça esta outra manchete: – “Medo de envelhecer faz Geração Z (caras nascidos entre 1997 e 2012) buscam procedimentos estéticos mesmo antes dos 30 anos”. Pessoas levianas se concentram no envelhecimento do corpo, do rosto, esquecendo, por pequenez, que o verdadeiro envelhecimento é o dos pensamentos, do modo de ver a vida. Uma pessoa energizada por um propósito, por um trabalho, por algo que transcenda os ganhos financeiros será sempre uma pessoa jovem. É o ativismo emocional que nos preserva jovens, nos rejuvenesce. Os desorientados buscam alisamento de rugas, artificialismos físicos e se revelam ao abrir a boca, ao falar, ao se revelarem, enfim, pelo modo como vivem. E segundo as pesquisas sobre esses assuntos, os tais jovens de hoje fogem da aproximação com pessoas mais velhas. Mas esse tipo de relacionamento não apenas motiva os idosos como faz deles inebriantes “professores da vida”. Fugir da idade é um delírio insensato, típico dos levianos. Preservar-se jovem por pensamentos e ações é o verdadeiro elixir da longevidade. Conheço famosos da televisão que não saem mais de casa. Sabes da razão? É que as tevês operam hoje com filtros e processos de eliminação de rugas que deixam as pessoas, digamos, de 70 anos com cara de 45, caras lisinhas como daquelas bonecas do tempo antigo. Enfrentar o espelho da vida, vendo-se “velho” por fora faz parte do jogo, mas esse jogo tem outro por dentro de nós. O jogo da vitória se entendermos que o calendário é uma referência, mas o nosso modo de vivê-lo é inteiramente nosso.

TIPOLOGIA

Aprendi muito da Psicologia da vida nos meus 25 anos como narrador de futebol. Lesões, por exemplo, fazem parte do jogo, mas… Viver lesionado é típico dos frouxos, dos pífios dentro do campo. É só fazer um estudo ao logo do tempo e observar certos jogadores. Os destemidos, os que entram em campo para ganhar o jogo dificilmente ficam no estaleiro… Já os frouxos criam armações para continuar ganhando polpudos salários, mas em casa, vendo desenhos na TV…

LÍNGUA

Para os que se envolvem em grandes tretas e são descobertos e presos, prometer uma delação premiada quando se veem com a corda no pescoço é muito fácil, mas… Soltar a língua já é outra conversa, uma conversa que vai ficando, ficando, ficando e nunca sai… Esses tipos precisam de uma salinha dos fundos. Chega de tolerância com os prepotentes e ferro nos pobres…

Clique e assine o Jornal O Correio do Povo!

FALTA DIZER

Ontem ouvi um conhecido dizer uma formidável estupidez, ele disse que caminhada não adianta de nada. Foi dizer isso e ele ouviu, ah, ouviu, que a caminha é o melhor de todos os exercícios físicos que “devemos” fazer todos os dias e sem desculpas. Fácil, saudável e gratuito, o mais é desculpa de preguiçoso.

Clique aqui e receba as notícias no WhatsApp

Whatsapp

Luiz Carlos Prates

Jornalista e psicólogo, palestrante há mais de 30 anos. Opina sobre assuntos polêmicos.