A semana começa com dois presidenciáveis em Santa Catarina. Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) participam, nesta segunda-feira à noite, do painel “O Brasil que Queremos”, dentro do Conexa, evento organizado pela Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (ACIF), que tem a expectativa de reunir mais de quatro mil lideranças e empreendedores no CentroSul. A programação foi desenhada para empresários que precisam tomar decisões, crescer e se reposicionar no mercado. Para isso, ouvir dois concorrentes ao Palácio do Planalto é importante. Caiado e Zema levarão aos presentes suas propostas para o país, falarão sobre suas experiências como ex-governadores, mas serão certamente perguntados sobre o tema do momento: a polêmica envolvendo Flávio Bolsonaro e sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro. Logo que a informação surgiu, Zema criticou o fato e disse ter sido um “tapa na cara do brasileiro de bem”. Já Caiado preferiu a cautela e alertou que a direita não pode se dividir neste momento. O encontro de ambos em SC promete.
Silêncio
Em entrevista à rádio Colmeia, de Porto União, o pré-candidato do PSD ao governo do estado, João Rodrigues, disse estranhar o silêncio de lideranças catarinenses, ditas bolsonaristas, em relação a Flávio Bolsonaro. O ex-prefeito de Chapecó afirmou esperar por explicações antes de criticar e considerou “fraca” a defesa ao filho 01 feita pelo governador Jorginho Mello.
Contas
O Tribunal de Contas do Estado (TCEC/SC) se reúne em sessão extraordinária no dia 3 de julho para o julgamento das contas prestadas anualmente pelo governador Jorginho Mello, relativas ao exercício de 2025. A sessão presencial do tribunal pleno, na sede da Corte de Contas, em Florianópolis, está marcada para iniciar 10h.
Câmeras corporais
A Justiça de SC estabeleceu o prazo de 90 dias para que o governo do estado apresente plano para o restabelecimento do uso de câmeras corporais pela PMSC. O programa foi descontinuado em setembro de 2024 por decisão do comando da corporação, sob alegação de defasagem no equipamento e dificuldades de manutenção.

Foto: Arquivo/PMSC
Mais mortes
Dados do Núcleo de Estatística e Análise Criminal da Secretaria de Estado da Segurança Pública analisados pelo MPSC indicam que, em Santa Catarina, períodos com menor utilização de câmeras corporais coincidem com maior número de mortes decorrentes de intervenções policiais, o que reforça a necessidade de retomada do programa.