O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) prestou apoio ao Núcleo Gaeco de Umuarama (PR) e à Polícia Civil do Estado do Paraná, na manhã desta sexta-feira (15) na deflagração da “Operação Enigma”.
Os mandados foram expedidos pelo Juiz das Garantias da Vara Criminal de Goioerê, no Paraná. Durante a operação, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão — inclusive em dois escritórios de contabilidade — e um mandado de busca pessoal nos municípios de Goioerê e Balneário Camboriú. Foram apreendidos documentos, anotações e aparelhos celulares, que passarão por perícia e análise no curso da investigação.
Foi determinado pelo Poder Judiciário do Estado do Paraná o bloqueio patrimonial em de um investigado, em valores de mais de R$ 21 milhões, na apuração de crimes de lavagem de ativos, falsidade ideológica e sonegação fiscal. Conforme apuração do Gaeco do MPPR, o principal investigado na Operação Enigma, que é empresário, atualmente ocupa cargo comissionado no governo estadual do Paraná.
As investigações revelam que o investigado apresentou evolução patrimonial incompatível com suas fontes lícitas de renda e o seu patrimônio apresentou um incremento injustificável de aproximadamente seis vezes.
O Gaeco catarinense participou da apreensão de eletrônicos e documentos, conforme determinado pelo magistrado, com o intuito de obter elementos de prova para a continuidade das investigações, apoiando o Ministério Público do Paraná.
A investigação tramita em sigilo e, assim que houver a publicidade dos autos, novas informações poderão ser divulgadas.