Idade, tempo de vida, devia ser uma garantia para que não fizéssemos mais bobagens na vida, afinal, muitos creem que a velhice é a mãe da sabedoria. Não é. Sabedoria têm os que aprendem com os erros alheios. Acabei de ler uma manchete que devia nos trazer paz, boas decisões… A manchete diz que – “Eleva-se substancialmente o número de eleitores nos 60+”. Quer dizer, mais idosos na fila dos eleitores. E isso nos devia trazer mais equilíbrio, mais decisões qualificadas na hora de o povo escolher seus representantes, certo? Certo nada. O que mais vemos pelas esquinas são velhos (e não idosos) fora da casinha, comportamentos absurdamente inadequados à idade. E esses tipos votam. E os jovens têm esses tipos como pais, avós e por aí… O que vejo de velhos tatuados nas ruas e praias de Florianópolis é caso de internação psiquiátrica. Sem falar nos que andam sem camisa pelas ruas e entram em supermercados onde há nas portas de entrada o letreiro da “proibição” de entrar sem camisa. Mas os supermercados são do mesmo tipo, não mandam sair os velhos desrespeitosos. Nas civilizações milenares, os idosos eram os mestres de conduta e experiências da vida, afinal, não havia livros, escolas, computadores, internet, nada, eram eles, os idosos, e nada mais. E hoje? Temos tudo e raramente um bom exemplo. E é estultícia pensar que exemplos não educam, pensar que se foi o tempo… Não, o tempo continua o mesmo, nós, humanos, sempre seremos iguais e vamos precisar sempre dos mesmos “nutrientes” na vida. E dessa verdade resulta uma outra: como cobrar comportamentos mais ajuizados, equilibrados das crianças, dos jovens, se eles estão órfãos de exemplos? Faz alguns anos que um jovem me contou que ele estava sendo isolado do grupo a que pertencia em razão de ele negar-se a dar algumas tragadas em cigarros de maconha, o que o grupo fazia regularmente. Agora imagine hoje… Três irmãos maristas do Colégio Nossa Senhora do Rosário, em Porto Alegre, ficaram na minha lembrança, como exemplos, e estão comigo até hoje. Os ensinamentos desses professores me impactaram e deles não esqueço. Dou graças ao Senhor por esses ensinamentos. E se a minha juventude fosse hoje? Hei, fulano, me dá uma tragada aí…
BOCA
Diz o ditado, daqueles ditados de porta de boteco, mas incontestáveis, que em boca fechada não entra mosca. E não sai também, acrescento. Ouvi um sujeito contar de graves inquietações familiares por que ele estava passando. Dá para entender, mas é muito perigoso. Tudo o que contamos de dificuldades, dramas por que passamos vai ser-nos jogado na cara, mais cedo ou mais tarde, por algum “amigo” ou mesmo familiar. Quando somos um “mistério”, somos admirados.
ERROS
Nossos erros passados costumam ser pesados sacos de pedra que carregamos em nossas costas, as costas das lembranças. Adianta? Em nada. O que adianta é aprender com os erros e não repeti-los, mas… Culpar os outros nos alivia. Vale para o casamento, para o trabalho, para as finanças, para a saúde, para tudo. Culpando os outros não nos corrigimos. Fomos traídos? A culpa é nossa, confiamos em quem não merecia confiança. Fomos sonsos.
FALTA DIZER
Assunto chato? É a vida… Muita gente anda aborrecida com a vida e esperando por uma boa mudança. Perda de tempo. Se a mudança não for assumida pela pessoa, uma mudança que vem de dentro, tire o cavalinho da chuva, tudo vai continuar por igual. Nós somos os nossos pensamentos e temos o poder de proclamar a nossa república…