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Histórias da vida

Por: Luiz Carlos Prates

14/05/2026 - 07:05

Gosto muito daquele provérbio que diz que – “O que sei é uma gota, o que desconheço é um oceano”. Acho que fica melhor dizer gotinha, gota já é coisa grande. Ter essa consciência faz-nos bem, todavia, poucos a admitem… Todos temos nossos ranços ou mesmo problemas, todos, ninguém escapa. A Psicologia me fez estudar de tudo um pouco na condição humana. E uma das verdades que mais nos envolve é – “Não julgar pelas aparências”. Somos julgados pelas nossas aparências, muitas vezes falsas, teatrais, ao mesmo tempo que julgamos os outros e caímos na fria de acreditar no que vemos… Dizendo isso, lembro-me de um outro ditado, tão velho quanto Adão no paraíso. Esse ditado vai direto ao ponto: – “Sempre concordamos com quem pensa igual a nós”. Já vai um exemplo. O monge budista Haemim Sunim, da Coréia do Sul e autor do livro “Amor Pelas Coisas Imperfeitas”, repassa-nos um frase de que também faço uso desde que nasci e, como disse, com ela concordo, afinal, tenho-a como minha, essa do sempre concordar com pensa igual a nós. Haemin diz que – “Mesmo a pessoa que parece ter tudo está vivendo um inferno particular. Todos enfrentamos desafios que os outros nem imaginam. Lembre-se que as aparências enganam”, diz Haemin. Sim, verdade, agora me diga: será que saber que os outros sofrem, mesmo os ricos ou aparentemente poderosos, alivia a nossa dor, o nosso sofrimento, problema? Não abro mão de um outro ponto de vista, que a exemplo do anterior é tão velho quanto Adão no paraíso, o que diz que – “As coisas não são o que são, as coisas são o que fazemos delas”! Quantas mulheres sabem, intuem, mas não resistem, se entregam a um ordinário da vida, um safado que elas, no subconsciente, sabem que não presta? Quantas? Posso dizer sem piscar os olhos: a maioria. Uma amiga me contou que esta semana ela foi muito criticada por amigas porque cortou o cabelo bem curto. Críticas e perguntas de todo tipo. E eu respondo daqui: é que os homens, desde os tempos das cavernas, exigiram, dizem gostar de mulheres de cabelos longos. E a História conta que no tempo das cavernas, sem luz, os homens “achavam” e puxavam as mulheres para dentro ou para fora das cavernas… Pelos cabelos. Mudou? Mudou só o jeito. Ninguém tem mais histórias para nos contar que a vida.

RECUO

Só um milagre pode salvar o Brasil, e como não existem milagres, o destino está escrito. Andamos cada vez mais para trás. “Ouça” esta manchete: – “Projeto aprovado na Comissão de Segurança Pública altera o Estatuto do Desarmamento e flexibiliza exigências para ter arma de fogo”. E quem assinou essa “lei”? Esses camaradas têm que ser “enfrentados”, não lutam por escolas boas, não leem e não incentivam os jovens à leitura, não dão bons exemplos, são uns estercos, para não dizer pior. Safados.

EQUÍVOCO

Na publicidade vale tudo? Digamos que quase tudo. Quase, eu disse. Acabo de ler uma publicidade de um prédio em construção e nessa publicidade lê-se – “Morar bem é uma arte”. Não, jamais. Todos moramos bem quando nos sentimos bem, não é a casa, o casarão que nos vai fazer felizes. Felicidade, sentir-se bem, independe da casa, depende dos valores emocionais, depende da alma da pessoa. Graças nossas!

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FALTA DIZER

E os acusados e comprovados de trucidar o cão orelha em Florianópolis? Livres e desimpedidos, tudo “dentro da lei”. Vai ficar assim? Não, não vai, pelas leis da vida, o que é deles está guardado…

 

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Luiz Carlos Prates

Jornalista e psicólogo, palestrante há mais de 30 anos. Opina sobre assuntos polêmicos.