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“Não dá para esperar acontecer uma tragédia para depois agir”, alerta vereadora ao cobrar profissionais de psicologia e assistência social nas escolas de Jaraguá do Sul

Foto: Divulgação

Por: Gabriel JR

13/05/2026 - 11:05 - Atualizada em: 13/05/2026 - 11:16

Na sessão desta quarta-feira (13), da Câmara de Vereadores de Jaraguá do Sul, a vereadora Sirley Maria Schappo (Novo) apresentou a Moção nº 36/2026, em que apela ao Executivo Municipal para que sejam disponibilizados serviços de psicologia e assistência social nas unidades escolares da rede municipal, conforme prevê a Lei Federal nº 13.935/2019.

Durante a discussão da moção, Sirley destacou que o pedido já havia sido apresentado na legislatura passada, mas que, até o momento, não foi atendido pelo município. Segundo a vereadora, a presença de psicólogos e assistentes sociais nas escolas é uma necessidade urgente diante do aumento de casos relacionados à saúde mental de crianças e adolescentes.

A parlamentar citou dados do relatório “Dados para Debate Democrático na Educação”, de 2025, que apontam 42 ataques em escolas brasileiras entre 2002 e fevereiro deste ano, resultando em 53 mortes e 129 feridos. Conforme o levantamento mencionado por ela, 77% dos autores dos ataques eram menores de 18 anos.

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Sirley também lembrou um caso recente ocorrido no Acre, envolvendo um adolescente, e afirmou que muitos sinais poderiam ser percebidos dentro do ambiente escolar caso houvesse acompanhamento especializado.

“Um adolescente que invade uma escola com a intenção de matar não está bem. E querer que o professor dê conta de tudo aquilo que já tem e ainda perceba sozinho situações psicológicas graves é humanamente impossível”, afirmou.

A vereadora criticou ainda a justificativa apresentada anteriormente pela Secretaria Municipal de Educação, de que o município já atenderia a legislação por possuir uma equipe multidisciplinar vinculada à secretaria. Para ela, a estrutura atual não consegue atender adequadamente as 62 unidades escolares do município.

Segundo Sirley, atualmente a maior parte do trabalho da equipe é direcionada ao atendimento de alunos com deficiência ou transtornos, enquanto muitos outros estudantes que enfrentam problemas emocionais acabam passando despercebidos.

Ela defendeu que a implantação do serviço possa começar pelas maiores unidades escolares ou por meio de polos regionais, ampliando gradativamente o atendimento.

A parlamentar também esclareceu que a proposta não prevê atendimento clínico individual dentro das escolas, mas sim um trabalho de orientação, prevenção e encaminhamento. “Esse psicólogo é justamente para orientar grupos de pais, profissionais e alunos, além de perceber situações que precisem de encaminhamento clínico”, explicou.

A moção será encaminhada ao Poder Executivo Municipal.

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Gabriel JR

Repórter e radialista com 15 anos de experiência na área de comunicação