Em vídeo publicado no Instagram, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) negou a acusação de que teria recebido dinheiro do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, em troca de favores.
Ele ressaltou ter empresas, fundadas por seu pai, que justificam seu patrimônio e diz ainda que já foi “vítima de ataques em ano eleitoral” anteriormente. “Essa tática não funcionou em 2018 e não vai funcionar agora”, disse.
As informações são do Portal Metrópoles.
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Ele defendeu a sua atuação parlamentar e afirmou que proposta de emenda à Constituição (PEC) que previa elevar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão o teto de garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) não foi apresentada na “íntegra conforme foi recebida”.
A emenda deve ser reapresentada, diz Nogueira, que afirmou que a rejeição da emenda “só beneficia grandes bancos”.
E questionou: “O fundo garante quem? Os bancos? Não. Os correntistas. Pessoas que têm poupança de uma vida toda”, completou.
Após falar sobre a defasagem do fundo e a necessidade de considerar a elevação da Selic nos últimos anos, Ciro garantiu que vai apresentar novamente a emenda para votação.
O FGC protege os correntistas e investidores em caso de quebra da instituição financeira. A proposta de Ciro, em um primeiro momento, ocorreu dentro da PEC nº 65/2023 que visa ampliar a autonomia do Banco Central (BC).
O texto transforma a instituição em uma empresa pública de natureza especial, com independência administrativa, financeira e orçamentária, além da autonomia operacional garantida por lei desde 2021.
Segundo investigações da Polícia Federal, o texto da emenda foi elaborado pela assessoria do Banco Master, encaminhado a Daniel Vorcaro pelo ex-diretor do Master André Kruschewsky, impresso e entregue em envelope destinado a Ciro, no endereço residencial do Senado. O presidente do PP nega.