O ato partidário, realizado no Norte de Florianópolis na tarde fria e chuvosa deste sábado (9), marcou o encerramento da passagem de Flávio Bolsonaro pelo estado de Santa Catarina, após dois dias de agenda. Deputados estaduais e federais, pré-candidatos e o governador Jorginho Mello acompanharam o senador no principal evento do PL em Santa Catarina neste ano.
Antes da apresentação da chapa majoritária ao público, Flávio concedeu entrevista à imprensa. Durante a conversa, afirmou que pesquisas recentes mostram que os eleitores querem saber se os candidatos ao Senado são favoráveis ou contrários ao impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. Ele também voltou a defender o fim da reeleição e afirmou que, se eleito, pretende colocar o tema em debate logo no início do governo.
“Sou contra a reeleição, mas também considero quatro anos um período curto. Essa é uma discussão que precisa acontecer no Congresso Nacional”, declarou ao ser questionado sobre o assunto.
O pré-candidato também criticou a reforma tributária aprovada no atual governo, afirmando que a proposta não simplificou o sistema tributário e apenas reuniu impostos com alíquotas elevadas.
Questionado sobre as denúncias envolvendo o senador Ciro Nogueira e possíveis impactos nas negociações com o Progressistas, Flávio disse que o parlamentar responde a acusações graves, mas destacou que o caso está sob relatoria do ministro André Mendonça no STF. Segundo ele, Mendonça “vai aplicar a lei sem perseguição”. O senador também afirmou que as negociações com outros partidos seguem em andamento e elogiou os quadros da federação entre União Brasil e Progressistas.
Ao comentar o cenário político da direita em Santa Catarina, Flávio afirmou que o governador Jorginho Mello é o único nome do campo conservador no estado.
“Um. O candidato de direita de Santa Catarina é Jorginho Mello, que faz um governo excepcional”, respondeu.
Durante o discurso ao público, Flávio também abordou o combate ao feminicídio e criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“O número de feminicídios aumentou 7% no governo Lula. Nós vamos proteger vocês”, afirmou.
Ao longo de toda a agenda, o senador exaltou a gestão de Jorginho Mello e reforçou apoio à chapa majoritária do PL em Santa Catarina, especialmente aos pré-candidatos ao Senado, entre eles Carlos Bolsonaro e Carol de Toni. A passagem de Flávio pelo estado deixou evidente o empenho em fortalecer a pré-candidatura do irmão, Carlos Bolsonaro, ao Senado.