Para Dinalva Marli Hort Reimer, a maternidade chegou no tempo da realização. Representante comercial da área têxtil, ela primeiro investiu na carreira profissional. Depois, quando decidiu ser mãe, enfrentou uma espera maior do que imaginava.
Após anos usando anticoncepcional, Dinalva teve dificuldade para engravidar. Fez tratamento de fertilização e passou por diversas tentativas. Até que, de forma natural, recebeu a notícia que mudaria sua vida. “Foi uma surpresa maravilhosa. Eu estava realizando o meu maior sonho”, conta.
A gravidez veio aos 41 anos. Mesmo com os medos comuns de uma gestação mais tardia, como o receio de alguma complicação ou de a gravidez ser interrompida, Dinalva seguiu acompanhada por médicos, realizou os exames indicados e teve uma gestação tranquila.
“Passei muito bem. Como sou representante comercial, viajo muito. Levei vida normal, me sentindo muito bem e muito linda”, lembra.
Comentários e opiniões alheias nunca foram uma preocupação. A alegria de viver a maternidade era maior do que qualquer julgamento. “Minha alegria era imensa para me preocupar com comentários”, afirma.

Foto: Arquivo pessoal
Com mais maturidade, Dinalva acredita que o olhar para a filha também foi diferente. A estabilidade financeira, a experiência de vida e a organização da rotina ajudaram nesse novo momento. Mesmo contando com auxílio de babá por causa do trabalho, ela buscou adaptar a agenda para estar presente.
A filha, Maria Elvira, cresceu cercada por amor, amizade e respeito. Hoje formada em Biomedicina e cursando o terceiro ano de Medicina, ela é motivo de orgulho para a mãe.
Dinalva diz que a maturidade contribuiu diretamente na educação da filha e fortaleceu uma relação marcada por cumplicidade. “Gerou um amor, uma amizade e uma cumplicidade. O amadurecimento ajudou nessa construção”, destaca.
Ao olhar para trás, Dinalva afirma que talvez tivesse procurado ajuda para engravidar mais cedo, para tentar ter mais um filho. Ainda assim, sente-se plenamente realizada.

Foto: Arquivo pessoal