Neste domingo (10), quando o Dia das Mães for celebrado em todo o País, histórias como a de Ana Maiochi Drews, 75 anos, moradora de Jaraguá do Sul, mostram que maternidade também é feita de coragem, recomeços e amor construído nas dificuldades da vida.
Depois de perder o filho adotivo em um acidente, em dezembro de 2016, ela assumiu de vez a criação do neto, Carlos Eduardo, hoje com 17 anos.
Mas, na prática, Carlos sempre esteve ao lado dos avós. “Ele sempre morou com nós aqui”, conta Ana. Quando o menino tinha apenas quatro anos, os pais já estavam separados. Aos oito, perdeu o pai. Desde então, a avó se tornou o principal porto seguro do adolescente. “Eu cuidei dele desde bebê”, resume.
Carlos está no terceiro ano do ensino médio e estuda no Sesi/Senai. Educado pela avó com carinho — e também com firmeza — ele lembra, em tom bem-humorado, das broncas da infância.
“Às vezes precisava, né? Ela botava na linha”, brinca. Ana também ri ao recordar os tempos em que o neto era “muito malandro”.
Apesar dos desafios enfrentados pela família ao longo dos anos, Ana nunca pensou duas vezes sobre a decisão de criar o neto. “Com certeza foi a escolha certa. A gente ama o neto como se fosse filho”, afirma.
A maternidade, para ela, ganhou um significado ainda mais profundo depois das perdas e dificuldades. Sem poder ter filhos biológicos, Ana adotou o único filho aos 27 anos. Décadas depois, viu a vida lhe entregar novamente a missão de cuidar, proteger e educar uma criança.
Hoje, perto da maioridade, Carlos segue crescendo sob os olhos atentos da avó, entre conselhos, abraços e o orgulho de quem acompanhou cada etapa da vida dele.